A manhã chegou com seus raios um pouco ofuscados. O céu estava nublado e a brisa era fria. Elle adormecera na rede lendo um livro, que continuava apoiado em seu peito. O frio tornou-se mais intenso obrigando-o a puxar, mesmo inconscientemente, as varandas da rede para dentro. Não fora o suficiente. Cinco minutos depois recolhia rede e livro correndo para dentro de casa. Sorte ter acordado antes, pois pouco tempo depois veio a enxurrada.
Lançou a rede em cima do sofá, colocou Elis e Tom pra tocar, afinal não poderia haver trilha mais propícia para a chuva, e deslizou em direção ao quarto. No meio do corredor surgiu a dúvida, fechara a porta? Ainda ponderou duas vezes entre cruzar aqueles infindáveis três metros até a porta só por insegurança ou ir sem novos caminhos pra cama. Não adiantou. Gostava de segurança e de ter convicção de seus atos. Voltou e trancou, para evitar novas dúvidas, com duas voltas na chave.
Nesse dia, ficou aproveitando o aconchego da nova morada. Fez um tour passando parte do dia em cada cômodo. Dormiu um pouco mais no seu quarto, em seguida foi à sala e trocou a lado do disco, durante o sono a agulha pareceu também ter ficado com preguiça e escapara das rinhas do vinil. Demorou-se no banho, que tomara de porta aberta ouvindo Elis, morava sozinho não havia motivo para pudor. Sentando na cadeira de balanço pensou sobre as novas condições, convicções, possíveis amizades e gostou. Era diferente e único poder se reconstruir. As mudanças de casa permitiam parcialmente isso, no entanto, nada próximo a uma troca de cidade. Sentiu-se livre de preconceitos, de estereótipos e até de si mesmo.
Já passavam das onze horas quando percebeu não ter jantando. No dia da mudança avistara uma pizzaria próxima, sabendo que nesses primeiros dias provavelmente precisaria desses serviços anotou o telefone. Gabava-se de como a precaução o ajudava. Ligou. Cinco minutos depois chegara João informando ao senhor que esse era, graças a Deus, seu último serviço do dia. Conversaram um pouco mais e João afirmou não ser entregador e que tudo fora apenas uma coincidência. O gerente percebendo a proximidade do endereço e que João estava de saída para aquelas bandas mandou-lhe a pizza junto. Elle agradeceu e João partiu.
Novamente dentro de casa, pegou um vinho na geladeira, sentou-se e não colocou música. Queria saborear seu jantar em companhia da chuva. A chuva parou.
VARCELLY
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Trânsito (Elle - 02)
Cinco anos. Foi esse o tempo exato. Havia trocado de cidade, passando por várias casas e não encontrando paz em nenhuma delas. Só no centro foram três. Uma com uma grande varanda e armadores embutidos onde elle descansava seu peso numa rede. Ah, quantas história passadas! Essa era azul e foi o mais próximo de um lar que possuiu, todavia, não llhe foi o suficiente, pois seu desejo mais freqüente era não só a rede, mas também, uma nega pra fazer cafuné. Aquelas vizinhanças careciam de qualidade nesse quesito.
O conjunto rede-nega é engraçado por vários motivos: primeiro pela rede. Quem desejaria uma rede quando poderia ter qualquer coisa? A rede tem um charme todo especial, muitas vezes, acompanhada de uma bela vista e de uma brisa agradável. No caso, a rede é o modo simples de dizer um todo. O lânguido balançar da varanda amarela, ninando o dono preguiçosamente deitado, a brisa batendo levemente contra a rede produzindo uma suave canção completada pelas ondas do mar.
A nega, segunda parte dessa fusão, não é a negra em si. Nega é mulher carinhosa, recíproca e charmosa. Aquela tantas vezes descrita e conhecida por Vinícius ou a cantada por Caetano em “você é linda”. Dona da curvatura perfeita para o corpo delle quando deitado e de pele tão macia que manter as mãos paradas em qualquer parte do corpo dela seria pecado mortal. Via nessa figura, rede-nega, um homem feliz, o qual invejava alvamente. Sendo assim, ter metade disso não era felicidade. Não tendo motivos para ficar, partia.
Outras tantas casas receberam sua presença, no entanto, por tempo limitado. Quando não faltava a nega a vista desfavorecia ou o vento era forte ou pior inexistiam armadores. Digamos, tratando-se de relacionamento, que flertou com todas e não namorou nenhuma. E surgiu então a pergunta: o que estaria faltando além da casa? Pergunta já anteriormente respondida, afinal se rede já havia só llhe faltava uma coisa. A nega!
Sua nova casa era de frente para o mar próximo ao amontoado de clínicas. Era um bairro residencial e comercial ao mesmo tempo, o Mirador. Com tamanha diversidade de hospitais ele pensou está bem precavido contra qualquer incidente e riu de seu gosto por segurança. Levemente desastrado como sempre fora, machucava-se inúmeras vezes, principalmente por gostar de ter objetos no chão e de estar no chão. No percurso do banheiro à cama, por exemplo, sempre feito durante o escovar de dentes, era um caminho inóspito. Num espaço de poucos metros tênis, meias, livros e cadernos se entrelaçavam.
A nova varanda enorme cercava toda a casa. O tamanho, apesar do aparente esplendor, era modesto. Seus móveis vieram numa só viagem do caminhão fretado. Ao final da tarde, com a nova residência organizada, andou lentamente pelos cômodos vendo a disposição final de cada um. Mesmo depois de tanto capricho, a varanda mantivera o título de melhor recanto.
Tirou a rede das últimas embalagens da mudança ainda fechadas e deslizou em direção a varanda, demorando-se de fronte à estante escolhendo o vinil. Nesse momento abandonou as incertezas e dissera não haver contestação, seria Noel.
A vitrola em atitude libertina, mal esperou o descase da agulha, lançara Noel pelas paredes preenchendo a totalidade do recinto. Elle riu. Adorava todas aquelas músicas que estavam por vir e conhecia as letras em cada gota de tinta daquele encarte. Com a rede em punhos continuou a odisséia à varanda agora mais anormalmente atrativa.
VARCELLY
O conjunto rede-nega é engraçado por vários motivos: primeiro pela rede. Quem desejaria uma rede quando poderia ter qualquer coisa? A rede tem um charme todo especial, muitas vezes, acompanhada de uma bela vista e de uma brisa agradável. No caso, a rede é o modo simples de dizer um todo. O lânguido balançar da varanda amarela, ninando o dono preguiçosamente deitado, a brisa batendo levemente contra a rede produzindo uma suave canção completada pelas ondas do mar.
A nega, segunda parte dessa fusão, não é a negra em si. Nega é mulher carinhosa, recíproca e charmosa. Aquela tantas vezes descrita e conhecida por Vinícius ou a cantada por Caetano em “você é linda”. Dona da curvatura perfeita para o corpo delle quando deitado e de pele tão macia que manter as mãos paradas em qualquer parte do corpo dela seria pecado mortal. Via nessa figura, rede-nega, um homem feliz, o qual invejava alvamente. Sendo assim, ter metade disso não era felicidade. Não tendo motivos para ficar, partia.
Outras tantas casas receberam sua presença, no entanto, por tempo limitado. Quando não faltava a nega a vista desfavorecia ou o vento era forte ou pior inexistiam armadores. Digamos, tratando-se de relacionamento, que flertou com todas e não namorou nenhuma. E surgiu então a pergunta: o que estaria faltando além da casa? Pergunta já anteriormente respondida, afinal se rede já havia só llhe faltava uma coisa. A nega!
Sua nova casa era de frente para o mar próximo ao amontoado de clínicas. Era um bairro residencial e comercial ao mesmo tempo, o Mirador. Com tamanha diversidade de hospitais ele pensou está bem precavido contra qualquer incidente e riu de seu gosto por segurança. Levemente desastrado como sempre fora, machucava-se inúmeras vezes, principalmente por gostar de ter objetos no chão e de estar no chão. No percurso do banheiro à cama, por exemplo, sempre feito durante o escovar de dentes, era um caminho inóspito. Num espaço de poucos metros tênis, meias, livros e cadernos se entrelaçavam.
A nova varanda enorme cercava toda a casa. O tamanho, apesar do aparente esplendor, era modesto. Seus móveis vieram numa só viagem do caminhão fretado. Ao final da tarde, com a nova residência organizada, andou lentamente pelos cômodos vendo a disposição final de cada um. Mesmo depois de tanto capricho, a varanda mantivera o título de melhor recanto.
Tirou a rede das últimas embalagens da mudança ainda fechadas e deslizou em direção a varanda, demorando-se de fronte à estante escolhendo o vinil. Nesse momento abandonou as incertezas e dissera não haver contestação, seria Noel.
A vitrola em atitude libertina, mal esperou o descase da agulha, lançara Noel pelas paredes preenchendo a totalidade do recinto. Elle riu. Adorava todas aquelas músicas que estavam por vir e conhecia as letras em cada gota de tinta daquele encarte. Com a rede em punhos continuou a odisséia à varanda agora mais anormalmente atrativa.
VARCELLY
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Livro II - Só...acompanhado (2010.1)
quarta-feira, 10 de março de 2010
Elle (Elle - 01)
Obs-> Opa, tudo bem? To passando rapidinho aqui antes do post pra apresentar Elle, que é um personagem meu criado no ano passado e já com alguns textos. Pensei em criar um blog pra ele, mas a produção parou e a idéia também. Espero que gostem, porque assim eu me reanimo pra escrever sobre Elle.heheh
Obs²-> Para postar comentário basta clicar em COMENTÁRIO, link encontrado no final da postagem, juntamente com autor,marcadores e opinião.
Eram três e meia da manhã de um dia qualquer da semana. Elle tentava continuar dormindo, entretanto a cama parecia insatisfeita com essa idéia. Nos últimos tempos à noite ela lhe dava dores nas costas. Estranho era isso não acontecer durante os cochilos vespertinos. A cama aparentava estar a esperar outro corpo no lugar do de seu dono.
Levantou-se com as costas doloridas. Não se espreguiçou, afinal objetivava continuar dormindo, se não na cama em outro lugar qualquer. O lençol já o cobria apenas parcialmente quando terminou de escorrer em direção ao chão, desnudando a maior parte do corpo. Noites de inverno depois da chuva, sinônimo de ausência de vento. Além da dor nas costas o calor também o fustigava, apesar da pouca roupa.
Andou em direção a cozinha sem acender uma luz sequer, não podia espantar o sono, as paredes o tangiam como cães-guia, lentamente nos seus momentâneos 80 anos ia arrastando os pés, por preguiça de levantá-los, e meio corcunda. Venceu o corredor e a sala e chegou à cozinha onde preparou um grande copo de água gelada. O seu corpo agradeceu cada gota.
De longe era possível vê-lo, jovem, agora esguio, ainda de olhos fechados, vestido apenas de seu short, saboreando os poucos mililitros de água ainda presentes em seu copo. As últimas gotas adormeceram nos lábios. Uma mais audaciosa escorreu pelo canto, fez a volta no queixo e não agüentou ir muito mais longe, morreu no pescoço.
Enfim, problemas solucionados? Não! Pelo contrário. Sim, suas costas deixaram de doer, uma vez concluído o afastamento da arqui-inimiga cama. O calor estava amenizado. Porém, a mesma que cura é a própria doença, a água o despertou e trouxe algo muito pior, os devaneios.
Parou para pensar e já era tarde, não havia mais para onde correr, a moça estava estabelecida, com casa, roupa e um gasto mensal de quinhentos reais de feira. Complicado. Por um momento se arrependeu de ter saído da cama para molhar os lábios, sucumbido por um pensamento repentino sussurrou: amanhã hei de molhar os lábios dela.
Esperou o dia amanhecer e marcou hora com a psicóloga, aquilo era anormal e tinha de resolver rápido. Tomou banho, vestiu-se impecavelmente como de costume, alguns jatos de um perfume marcante e, pronto, estava na rua. Desceu a pé três quadras e cruzou avenidas, aproximadamente quinze minutos depois chegou. A aparência continuava impecável, o sol havia dado uma trégua e, visando ter o máximo de tempo possível para sua terapia, Elle marcou a consulta bem mais cedo do que o usual. A terapeuta recebia os pacientes em casa e aceitou passivamente o horário, apesar de achá-lo excessivamente matinal.
Apresentou-se no portão ao porteiro, o qual após um telefona à doutora, deixo-o subir. Andava em direção aos elevadores enquanto o porteiro conversava com outro funcionário do prédio acerca da convicção daquele rapaz ao entrar no prédio, a certeza era tanta que transparecia no andar.
O tempo parecia não passar e o mostrador retroceder, ampliando a ansiedade. Enfim o estalo tão esperado. A porta se abre. Décimo segundo andar. O hall é espaçoso e repleto de poltronas de espera. Já conhecia tudo ali, passara um tempo consultando-se com ela, nenhum grande problema, era mais para ter com quem conversar livremente. Algo como “se não confia em ninguém pague por confiança”. Tocou a campainha.
Ela estava linda como de costume. Era grande a intimidade dos dois, por isso ela já não o recebia mais tão formalmente. Olhou-a, sentiu os traços finos de seu perfume, existia uma janela do lado oposto à porta de onde vinha a brisa carregadora do perfume dela. Abraçaram-se e novamente ele a olhou. Sentaram-se na sala. Ela pegou copos d’água e biscoitos. Em seguida, o interrogou sobre a razão de sua volta, já que combinaram de sua alta há tempos atrás. Elle sorriu e se sentou no chão onde costumavam realizar um tipo de dinâmica para relaxar antes da consulta. Ela de pronto sentou-se também e começaram o jogo.
Depois de dez minutos repletos de sorrisos. Elle levantou e lhe estendeu a mão. Segurou-a pela cintura e pela mão e endireitou a postura de ambos. Ela sorriu, não entendia muito a razão daquilo na sala. Enquanto ela estava imersa em pensamentos, puxou-a contra o corpo e seus rostos estavam agora em contato. Ao tentar colocar a mão na cintura de seu parceiro ela a descansou no cós da calça dele, Elle em meio a sorrisos disse que aquilo era assédio. A mão dela terminou de descer. Elle descansou a cabeça no ombro dela e os lábios em seu pescoço e subiu em direção a boca enquanto a postura de ambos se desarmava...
VARCELLY
Obs²-> Para postar comentário basta clicar em COMENTÁRIO, link encontrado no final da postagem, juntamente com autor,marcadores e opinião.
Eram três e meia da manhã de um dia qualquer da semana. Elle tentava continuar dormindo, entretanto a cama parecia insatisfeita com essa idéia. Nos últimos tempos à noite ela lhe dava dores nas costas. Estranho era isso não acontecer durante os cochilos vespertinos. A cama aparentava estar a esperar outro corpo no lugar do de seu dono.
Levantou-se com as costas doloridas. Não se espreguiçou, afinal objetivava continuar dormindo, se não na cama em outro lugar qualquer. O lençol já o cobria apenas parcialmente quando terminou de escorrer em direção ao chão, desnudando a maior parte do corpo. Noites de inverno depois da chuva, sinônimo de ausência de vento. Além da dor nas costas o calor também o fustigava, apesar da pouca roupa.
Andou em direção a cozinha sem acender uma luz sequer, não podia espantar o sono, as paredes o tangiam como cães-guia, lentamente nos seus momentâneos 80 anos ia arrastando os pés, por preguiça de levantá-los, e meio corcunda. Venceu o corredor e a sala e chegou à cozinha onde preparou um grande copo de água gelada. O seu corpo agradeceu cada gota.
De longe era possível vê-lo, jovem, agora esguio, ainda de olhos fechados, vestido apenas de seu short, saboreando os poucos mililitros de água ainda presentes em seu copo. As últimas gotas adormeceram nos lábios. Uma mais audaciosa escorreu pelo canto, fez a volta no queixo e não agüentou ir muito mais longe, morreu no pescoço.
Enfim, problemas solucionados? Não! Pelo contrário. Sim, suas costas deixaram de doer, uma vez concluído o afastamento da arqui-inimiga cama. O calor estava amenizado. Porém, a mesma que cura é a própria doença, a água o despertou e trouxe algo muito pior, os devaneios.
Parou para pensar e já era tarde, não havia mais para onde correr, a moça estava estabelecida, com casa, roupa e um gasto mensal de quinhentos reais de feira. Complicado. Por um momento se arrependeu de ter saído da cama para molhar os lábios, sucumbido por um pensamento repentino sussurrou: amanhã hei de molhar os lábios dela.
Esperou o dia amanhecer e marcou hora com a psicóloga, aquilo era anormal e tinha de resolver rápido. Tomou banho, vestiu-se impecavelmente como de costume, alguns jatos de um perfume marcante e, pronto, estava na rua. Desceu a pé três quadras e cruzou avenidas, aproximadamente quinze minutos depois chegou. A aparência continuava impecável, o sol havia dado uma trégua e, visando ter o máximo de tempo possível para sua terapia, Elle marcou a consulta bem mais cedo do que o usual. A terapeuta recebia os pacientes em casa e aceitou passivamente o horário, apesar de achá-lo excessivamente matinal.
Apresentou-se no portão ao porteiro, o qual após um telefona à doutora, deixo-o subir. Andava em direção aos elevadores enquanto o porteiro conversava com outro funcionário do prédio acerca da convicção daquele rapaz ao entrar no prédio, a certeza era tanta que transparecia no andar.
O tempo parecia não passar e o mostrador retroceder, ampliando a ansiedade. Enfim o estalo tão esperado. A porta se abre. Décimo segundo andar. O hall é espaçoso e repleto de poltronas de espera. Já conhecia tudo ali, passara um tempo consultando-se com ela, nenhum grande problema, era mais para ter com quem conversar livremente. Algo como “se não confia em ninguém pague por confiança”. Tocou a campainha.
Ela estava linda como de costume. Era grande a intimidade dos dois, por isso ela já não o recebia mais tão formalmente. Olhou-a, sentiu os traços finos de seu perfume, existia uma janela do lado oposto à porta de onde vinha a brisa carregadora do perfume dela. Abraçaram-se e novamente ele a olhou. Sentaram-se na sala. Ela pegou copos d’água e biscoitos. Em seguida, o interrogou sobre a razão de sua volta, já que combinaram de sua alta há tempos atrás. Elle sorriu e se sentou no chão onde costumavam realizar um tipo de dinâmica para relaxar antes da consulta. Ela de pronto sentou-se também e começaram o jogo.
Depois de dez minutos repletos de sorrisos. Elle levantou e lhe estendeu a mão. Segurou-a pela cintura e pela mão e endireitou a postura de ambos. Ela sorriu, não entendia muito a razão daquilo na sala. Enquanto ela estava imersa em pensamentos, puxou-a contra o corpo e seus rostos estavam agora em contato. Ao tentar colocar a mão na cintura de seu parceiro ela a descansou no cós da calça dele, Elle em meio a sorrisos disse que aquilo era assédio. A mão dela terminou de descer. Elle descansou a cabeça no ombro dela e os lábios em seu pescoço e subiu em direção a boca enquanto a postura de ambos se desarmava...
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