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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

DES encanto





Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira


Encanto

Eu faço versos como quem chora
De devaneio... de dez encantos...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de riso,
Riso de tanto...

Meu verso é sangue. Ternura ardente...
beleza que passa...e os remorsos vão...
Acende-me nas veias. Amado e quente,
Preenche, gota a gota, o coração.

E nestes versos de fantasia louca
Assim dos lábios a vida se forja,
Deixando um doce sabor na boca.

- Eu faço versos como quem goza.


VARCELLY

Ps-> Essa texto, que é uma heresia (Bandeira é um dos meus poetas preferidos e esse foi o primeiro texto dele que gostei),marca o fim da temporada 2009 do blog. hehe Sinceramente, nunca imaginei que chegaria a tanto. Mais de 2500 acessos, 65 textos, muitos comentários e brincadeiras. Compartilhar meus textos e pensamentos com vocês foi além de uma diversão uma honra e agradeço a todos que tiveram a paciência de ler. Agora vou dar um tempo e voltar provavelmente no começo de fevereiro com muitas histórias e linhas de raciocínio duvidosas. kkkkkkkkkk A não ser que eu não aguente e volte antes. Cheiro grande para as mulheres e abraço para os homens. Feliz natal e ano novo. ^^

VARCELLY




quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Expressão

Já possuiu alguma vez um pensamento tão forte, tão enraizado em seu cérebro, que ele viesse a se expressar no seu corpo? Ah não,não! Nada de atos espontâneos e premeditados. Do tipo: estou feliz vou sorrir. Eu me refiro aquele sorriso que escorre do canto da sua boca enquanto você encara a boa nova pensando está com a cara mais lisa do mundo. Ou melhor, ainda mais profundo, por ser tão inesperado, você nunca nem se quer pensou ser tal pensamento passível de expressão em feições corporais. O que? Como perceber? No meu caso, perceberam pra mim. Eu morreria sem saber. Qual é o pensamento? Igualdade!

O que é Igualdade pra você?
Algo estável?
Equilíbrio?
Deus?

Igualdade para mim é simples, é simplesmente Tudo! A Terra tem a forma que tem, porque permite mais estabilidade a ela, por igualar os fatores que a influenciam. Deus nos criou sua imagem e semelhança e disse “Amarás o teu próximo, como a ti mesmo”, ah tá, vou traduzir, Igualdade! A tá, faltou traduzir a parte da imagem e semelhança, não foi? Ok! Igualdade! Deus nos criou para sermos iguais a ele e isso não impede que tenhamos devoção e amor por ele. Lógico que não seremos Deus. Mas somos filhos, parte dele, somo iguais a ele, e mais, somos definitivamente iguais entre nos mesmos.

Assustam-me pessoas pelos cantos se dizendo mensageiras de Deus e dizendo que são Mais do que qualquer um. Por que? Sua mãe o ama porque você traz o vasilhame de água pra casa e lava a louça, ou simplesmente por você ser igual a ela, parte dela? A mãe de um delinqüente totalmente desvirtuado, deixa de o amar por isso? Isso é igualdade! Isso é Deus! Por isso, um dos homens mais espirituosos e admiradores de Deus que eu conheço se diz ateu e afirma que Deus não existe, mas é detentor de uma sabedoria de igualdade gigantesca... xiiii, não contem a ele.

Ah sim, o motivo do texto, não é? Qual foi a expressão que viram. Eu tenho vários tics de dança, e como bons tics não são bem-vistos numa coreografia onde supostamente todos deveriam ter os mesmos movimentos. Limpando uma coreografia nesses dias, alertaram-me que em alguns movimentos unilaterais eu lanço o corpo primeiro para o outro lado...



VARCELLY


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Relato de sábado preguiçoso


É de manhã. Acordei com preguiça e minha voz ainda está enrolada. Normalmente ela acorda em sociedade com meu despertar psicológico, não com o físico. A janela do quarto está fechada e não há muito vento circulando, todavia, meu corpo não reclama da temperatura. Quando acordo e não me movimento muito é como se me adequasse ao local, provavelmente a noite fria que gelara o piso e alguns compartimentos do quarto ajude na manutenção da temperatura agradável, mesmo estando tudo fechado.

Estou com vontade de escrever algo diferente. O problema agora é só a falta de idéias. E como é mais fácil encontrar uma ladeira do que ela surgir do nada no plano, estou tentando me manter em movimento, quem sabe a encontro e desço idéia a baixo.
.
..
...
....
.....
......
........
..........
............
Há alguns meses atrás conheci uma garota, que pelo nome que vou dá-la vai parecer mais lenda urbana do que qualquer outra coisa, passadillo. Na verdade não a conheci, só a vi algumas muitas vezes. Na verdade nos vimos. O que mais? Só isso! Por que é divertido? Porque eu me sinto no Neves quando eu fazia a quinta série. Não no mesmo nível de intensidade, mas nessa época eu trocava olhares e alguns abraços casuais com uma morena lindíssima e já era o bastante. Passei o ano inteiro apaixonado. É eu sei, eu era bem romântico. Isso porque não contei sobre a carta que fiz pra ela e mandei alguém entregar, cheia de bla bla blas. Viu? Não? Isso é o divertido! Lógico, não estou nem perto de morrer ou de ficar vegetando pelos cantos por trocas de olhares, mas é uma brincadeira saudável, há tempos estava extinta para mim, até porque, nas correrias de festa e afins, sou péssimo para perceber olhares na multidão, quando existem, pois pra mim se não vejo não existem.

É, pois é, é isso! Nada extraordinário. Só um relato preguiçoso de sábado de manhã.


VARCELLY

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

COISA DE GENTE grande

Não é de hoje que desconfio da fase adulta de nossas vidas. É um momento muito lúcido e determinado, cheio de coisas grandiosas. Ah, sabe como é, conversa que não é pra criança, tem que ser adulto pra entender.

Acho engraçado o fato de todo adolescente, principalmente, e criança , algumas, reclamarem do fato de não serem ainda adultos, que é muito chato não poderem fazer as coisas e bla bla bla. Talvez se tivessem a oportunidade de provar um pouquinho, antes da transferência irremediavel a tal fase, essa visão fosse diferente. Não, não vou me referir ao famoso clichê estúpido de “Ah aquilo era tempo bom, eu não fazia nada!” e afins. Isso é coisa de preguiçoso! Nossas atividades e deveres são subsidiários de nossos direitos e isso é fantástico, pode ser pesado às vezes, ou na maioria delas, mas é fantástico. Meu ponto é mais profundo. É o comportamento das pessoas.

É difícil você vê uma CRIANÇA sendo falsa e dissimulada. Se encontrar, pode ir atrás, foi ensinamento de algum adulto. Você não vê uma CRIANÇA fingindo que gosta do menino estranho. Ou gosta ou não. E se está sentada brincando lá a força, foi por ordem de algum adulto, algo como uma coação irresistível. Os sorrisos das CRIANÇAS são sinceros, os abraços mais ainda... não são dominadas por uma substância chamada libido... não possuem uma conduta finalista, ou maquiavélica, colocando seus objetivos acima de tudo independente dos meios para alcançá-los...

O adulto, às vezes, parece mais um adolescente prepotente e cheio de si por ter conseguido certos embasamentos monetários, legais e sociais. Cada dia que passa, eu vejo mais a frase “Postura (coisa) de gente GRANDE” como algo em sentido figurado, pois quem tem postura, que deveria ser dos grandes, são os PEQUENOS.

Ah, sabe como é,não é? Coisa pra adulto! Uma CRIANÇA nunca entenderia esse emaranhado de coisas ruins que os "grandes" teimam em fazer pelo "bem" dos outros. Se eu voltasse no tempo hoje e ouvisse "é assunto de adulto!" eu diria " Eba,tchau! Não quero desaprender como é ser GRANDE!"


VARCELLY


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Vaso de origami

Água, grande parte constituinte do meu corpo, parece ser para mim bem mais que isso. Não existe estado de mal-humor implacável perante suas correntezas, é como se esse humor fosse um vaso sem água, estressando a planta que carrega. Se o vaso sou eu, a planta seria minha alma.
Interessante é, porém, o fato, sou um emaranhado complexo e infinito de palavras. Essas são minha pele, meus olhos, meus pensamentos. Meus textos não passam de escorões dados em uma superfície limpa e clara suficiente para que possam ser transcritos. E quanto mais me molho mais fácil tinjo os lugares ou até mesmo minhas roupas.
Unindo esses parágrafos citados chego a um veredicto, sou um vaso feito de jornal, adornado por uma flor e apoiado em um canto qualquer.
Quando há estiagem, sofro por completo. Minhas folhas ressecam e se retorcem, e a flor, sem seu substrato e ainda sufocada pela minha deformidade, também. Nesse momento não há escrita, apenas ranhuras no corpo da flor causadas pelas formas pontudas e agressivas criadas no jornal. É como um preparatório para uma batalha sangrenta, na qual existe a possibilidade de tortura, antecipa-se inconscientemente essa, visando evitar catástrofes maiores à frente. O problema, todavia, é que o papel de autotorturador é cruel, pois qualquer dano de mesma intensidade causado por terceiro dói mais do que o causado por si próprio, ou seja, és o mais maquiavélico dos carrascos. Tudo pela possibilidade fútil do “sei quando não poderei mais agüentar e não pretendo chegar até lá!”. Mero engano. Já cruzaste esse limite várias vezes.
Quando chove são várias as possibilidades.
Chove e todo o meu conteúdo é preenchido. Minhas folhas são novamente hidratadas, somem os espinhos e a flor se ergue, passada a chuva, em busca do sol. Como todo bom vaso de origami, a água colocada dentro de mim me preenche e não vasa, nem danifica minha integridade, ou seja, além de renutrido de alma, estou apto a imprimir ou me transcrever. E por muitas vezes são assim os dias, o nível de água oscila entre valores aceitáveis e passíveis de serem sanados com uma dose diária de banho, digo, de irrigação.
Isso acontece porque todas as possíveis estruturas que suportam o vaso são móveis, permitindo uma distribuição desigual de água às sessões do vaso. As sessões sobrecarregadas ficam, momentaneamente, passíveis de maior transcrição. A transcrição é um método eficaz da retirada do excesso, apesar de lento e em alguns momentos doloroso. A tinta suga a água e a carrega para o meio onde serão impressas, papéis, paredes, rostos... Quanto mais a tinta saí, mais água a acompanha e se restabeleci o equilíbrio.
O que te fortalece é também o teu maior ponto-fraco. A água, dona de toda essa vida transbordante e preenchedora, é dona de uma voracidade e de uma força descomunal capaz de destruir casa, cidades, estados e vasos de origami. Basta uma tormenta considerável e o benefício se transmuta em malefício. As primeiras investidas laceram a base do vaso, a umidade excessiva enfraquece a estrutura e estimula a saída desordenada da tinta, em poucos segundos são perceptíveis traços irregulares espalhados pelos arredores como manchas de sangue. O vaso, agora, se rompe, e suas laterais caem por cima dos rabiscos, imprimindo essas sensações caóticas. A flor ainda tenta se manter de pé por alguns segundos, entretanto, despenca quicando em meio aos destroços. Nesses traços há de está escrito,dentre outros termos,algo assim
"Se existe alma, se há outra encarnação
Eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão
Não quero flores, nem coroa de espinho
Só quero choro de flauta, violão e cavaquinho"
Ser um vaso, ao final das contas... com a possibilidade das tormentas, sempre haverá uma mão habilidosa e equipada para secá-lo, redobrá-lo e curá-lo.


VARCELLY


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Pinóquio

Sinto-me estranho
Acho que isso é o que muitos chamaram de vazio
E, por diversas vezes, alertaram-me
No entanto, não acho que seja vazio

É como se surgisse uma vontade de ter algo mais que desejo
Não necessariamente partir direto,
Saindo do zero para a paixão idiota
Na verdade é sentir algo diferente pulsar

Não desejo uma Ferrari para cruzar o mundo
Apenas ter o dinheiro para comprar o carro e cruzar o mundo
Se assim desejar
Entende?
É a existência ao menos de uma possibilidade

Não tenho possibilidades
Minha conta bancária está negativa
Estou devendo a torto e a direita
E se engana quem pensa que seja a terceiros

Sem créditos
Nada mais sou do que um extremo
Outras pessoas aproximam-se pelo desafio,
Crentes de serem a alavanca perfeita,
A fonte geradora da mudança,
Ou pela tentativa de ganhar algum crédito
Não existe meio termo
Entregam-se ou passam a odiar o objetivo não alcançado

Amizades novas são bem complicadas de conseguir
Pois há essa imagem inóspita
Mas deve haver ainda um garoto ai dentro,
Esperando momento certo para reverter tal situação.


ps--> Calma, calma! Sem teorias.Só um texto feito pra música!kkkkkkkkkkk




VARCELLY

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Reciprocidade

“Reciprocidade qualidade de recíproco.”
“Recíproco que implica troca, mútuo”
Houaiss


Quem um dia por em prática idéia tão hipotética
Merecerá de fato um prêmio
Pois, entende-la é fácil
Todos nos entendemos

O que seria uma troca recíproca?
Quantos beijos não apaixonados pagam um apaixonado?
Quantos abraços falsos equivalem a um verdadeiro?

Isso é de extrema relevância!
Uma vez que ao recebermos algo,
Mesmo inesperadamente,
Fornecemos algo em troca
Independente de nossa vontade

Independente sim!
Sendo até mesmo aquele sorriso de deboche
Uma devolução
Não recíproca, no entanto.

Reciprocidade
O tanto que venho tentando
Colocá-la em prática
Não vale nem para o R.


PS-> velha tempo, velha história...hoje temos RE.
Não é o maior avanço do mundo,mas é de uma significância
inestimável.


"Sentindo a sensação da sua alma sendo purificada por inteira"
Com certeza - Planta i Raiz

Liberta-nos!

VARCELLY


terça-feira, 3 de novembro de 2009

O complexo cárdio-energético

O amor é a carga máxima de uma bateria chamada desejo, que ocasiona a mudança dessa de receptora de energia para fornecedora.

Quando alguém está conhecendo várias pessoas e se relacionando com elas, qualquer energia acrescida a essa bateria é rapidamente descarregada e dificilmente o amor surgir. Cada vez que se deseja um beijo se consegue um, mesmo que seja um diferente, não a espaço pra saudade. Nesse caso é necessária uma dose descomunal de carga para chegar ao amor. No entanto, quando isso acontece há uma sobrecarga de todo o sistema distorcendo outros como visão, tato e demais sentidos, inclusive o controlador do pensamento. São horas divagando sobre possibilidades e sobre lembranças. A essa sobrecarga dá-se o nome de paixão.

A saudade nada mais é do que um redutor de dissipação do desejo e um potencializador das capacidades energéticas da fonte, sendo de grande ajuda para essa. Ela, porém, não está condicionada a vontade da fonte, estando antes aleatoriamente vinculada a como a carga é oferecida ao desejo. Sendo essa forma boa suficiente a ponto de gerar a saudade, a fonte tem um forte aliado a seu favor, podendo reduzir o período até a plenitude energética da bateria.

Se a fonte super potente que carregou o desejo em um piscar de olhos tiver boa capacidade energética, ela pode continuar alimentando o desejo, agora em doses menores, possibilitando o surgimento do amor com o passar do tempo e da sobrecarga. Sendo ela apenas uma fonte de fornecimento rápido, a sobrecarga passará e não haverá energia suficiente para manter o desejo alto, restabelecendo-se assim os níveis iniciais de energia.

Uma outra maneira de se aproximar do amor é cortar as descargas de desejo. Nesse estado existem duas possibilidades, ou a energia se estabiliza ou diante de algum estímulo ainda não alcançado vai crescendo lentamente, utilizando como fonte o anseio de que esse estímulo venha a ser ampliado.

Estou com as energias baixas no momento. No entanto, parei de descarregá-las com freqüência. A vi somente uma vez e confesso ter desejado desde aquele momento Sua companhia. Não sei o que poderia ser isso. Mas estou me guardando para cobrir todas as possibilidades quando for descobrir. Posso jamais saber o que queria de mim...vou morrer sabendo o que quero com Você.

VARCELLY


domingo, 25 de outubro de 2009

Poço de segredos

"Escondo-me em qualquer lugar dentro das infinitas possibilidades das palavras,
em seus altares devassos, em seus inferninhos divinos, onde o ponteiro do relógio
move-se na direção dos meus pensamentos" Cláudia Magalhães - Espetáculo Entre Nós


Sou um poço de segredos
Muitos me contam os seus
Mas são poucos os que me lembro
Parece parte da memória seletiva que tenho
Responsável por só trazê-los em momento oportuno
Assim, não ficam ecoando em minha mente à toa

Meus segredos não são muitos
Mas minhas histórias públicas menos ainda
Os conto às paredes
Ou os escondo em algum texto
E no final das contas todos sabem e não sabem

A mistura de realidade distorcida com ficção
Gera a incerteza sobre a veracidade dos fatos
E a cada personagem busca-se uma nova pessoa real

- Esses traços são de fulana, não são?
- Mas ele a conhece?
- Sei lá, pelo visto sim.
- Ou será que é cicrana?
- Parece também, né?
- Mas é mais a personalidade.

O verdadeiro poeta fingi fingir o que senti
O verdadeiro poeta fingi o que senti
O verdadeiro poeta fingi
O verdadeiro poeta senti
O verdadeiro poeta o
O verda...
O verda...
O verda...
O veda!

O texto o liberta!



VARCELLY

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O aquário

Eram vários os empecilhos
Ou na verdade talvez fosse só um
Eu que o encontrara por diversas vezes
Uma opção em potencial
Chamava-me muito a atenção,
Porém, durante um bom tempo
Considerei insuficiente minha força para tanto

Cheguei a nadar decidido
Ia, ia, ia
E assim que meu rosto aflorava da água
Minhas forças sumiam
O ar frio era incomodo e desestimulador
E o aparente ar quente das alturas
De onde vinha a luz
Não parecia ser seguro suficiente

Depois de uma nova tentativa frustrada
Sempre procurava todas as velhas opções
Demorava-me em algumas,
Pensando está vendo algo novo,
Como um detalhe que deixara esquecido
Não, não havia nada de novo
A única opção era a que sempre foi primeira
Estava decidido!

Enquanto pensava nos meios de me fortalecer para tanto
Comecei a nadar em círculos
Quanto mais pensava mais rápido ia
Esquecendo dos movimentos, acelerava sem querer
E assim, quando pensei ter acho a solução me vi num redemoinho
Criado por minha própria força
Esse era de fato a solução

Nadei exaustivamente contra o ciclone
Fortalecendo meus músculos e pensamentos
Deixei-me ainda levar pela correnteza
Não por falta de vontade, mas para intensificá-la
Já que minhas investidas contra ela a enfraqueciam

Passados alguns meses tudo parecia pronto
O limiar da água parecia muito mais próximo
Desci até o fundo do aquário
Preparei-me
Era agora
Descarreguei toda a força adquirida nos treinos
Meu corpo estava leve, meus olhos com um brilho diferente,
O meu esforço nada se comparava ao das primeiras tentativas

Atravessei com o rosto a barreira da água
O vento frio tocou-me e me feriu
Ignorei, pois frear a essa altura era impossível
Cada grupo de escamas foi saindo da água
Não conseguia respirar
Cruzei o ar frio

Um ar quente e acalentador me envolveu
Não sabia ao certo se já havia voltado a respirar ou não
Pouco importava diante da magnífica sensação
De está nos céus envolto por esse ar

O impulso que me lançara aos céus acabou
Senti minha altitude estabiliza e em seguida decrescer
Fui acelerado fortemente em direção as águas
Havia saltado só para cima, minha trajetória foi igual na descida
Entrei pelo mesmo buraco que deixara na água

As águas agora eram outras
Não me prendiam
Não me inferiorizavam
Pois mais e melhor do que antes
Eu me tornara
E sabia que podia deixar as águas em direção aos céus a qualquer momento.



VARCELLY


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Doroti

É tão bela

Vive a contemplação da vida
Porém, mais encontrada do que eu

É como se ela tivesse leme
E eu nem ao menos quilhas

Descobri a pouco, que navego no encontro das águas dulcícolas com o mar
Onde os fluxos são diversos.

Na tentativa de segui-los ao mesmo tempo
Fujo para a inércia de meu antigo cômodo
Onde percorri tantas vezes os caminhos superficialmente
Que me sinto prepotente, cansado e tranqüilo

Por fim,
Como o peixe num rio seco
Estou fadado à lama

A Doroti, Doroti
Quando aprenderei a ser como você


VARCELLY


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Opinião

Ok. kkkkkkkkkk desisto de opiniões por escrito. São chatas mesmo de fazer. Vou
adotar agora um sistema de "emoticon" daí vc pode classificar os textos a seu gosto.
E eu posso interagir mais com vocês no tocante a direção das produções. hehehe

Abraço

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tsunami

Todas as minhas esperanças estão em você. É uma pena a distância nos separar tão incisivamente. Mas talvez seja ela, dessa maneira, a razão de ser você o destino de minhas esperanças. As coisas ordinárias me circundam e não consigo arrancar nada de especial delas. Alguns estão sozinhos em outras cidades, viajando em outros países, concursados com empregos relevantes, ou qualquer coisa do tipo. Entende? Coisas que tornam nossas vidas especiais. É esse o meu desejo! Algo especial, propiciador de novos horizontes, lugares, culturas, vivências, sentimentos. Um novo paradigma!

Diante da minha vida hodierna talvez a mudança de solteiro para amante platônico, ou quem sabe amante sazonal seja, não toda essa imensa novidade que ambiciosamente desejo, mas, o princípio de uma mudança produtora dessa, tão aguardada, tsunami. Essa onda gigantesca contra a qual me resguardei tanto e me preparei para enfrentá-la. Foram tantos muros, diques, calhas e reservatórios anti-enchentes preparados que as ondas normais com sua leveza, branca espuma e som reconfortante perderam a relevância. Dificilmente as ouço ou as vejo daqui de dentro.

A cidade é um forte evadido agora! Talvez seu protótipo de tsunami não o destrua por completo, permitindo o surgimento de uma nova sociedade voltada à coletividade e à doação mútua, no entanto, com certeza tem chances de enfraquecer as barreiras, possibilitando o repovoamento e dando voz e brilho as marés baixas novamente.


OBS--> A música desse post é Como se o mar de NAndo Reis.Mas ele não está no youtube
então estou colocando este link para que possam ouvir e colocando outra música do
Nando pra não deixar o post sem vídeo. Abraço



terça-feira, 22 de setembro de 2009

A morena que roubou meu coração numa tarde

"Como lembrar de você e não sorrir
Como falar de você e não cantar
Como saber se é certo sonhar com você"

Estava tudo pronto para a volta era meu último dia naquele resort. Tinha ido passar as férias lá junto a minha mãe e conhecera um grupo bom da mesma idade que eu. Salvo engano eram duas meninas e um garoto. Passávamos o dia zanzando pelas dependências do hotel e a noite nas festas e eventos organizados também pelo hotel.

No entanto, o relevante da história é na verdade a. Voltava, junto com meu amigo, de mais uma manhã nas piscinas no ônibus do resort, gratuito a cada hora, e a vi. Era uma morena linda com traços orientais, mais ou menos da minha altura e de cabelos negros e molhados. Na verdade eu vi e me detive a princípio na amiga dela, que fora mais simpática as minhas brincadeiras. Marcamos de nos encontrar todos na boate ao anoitecer, onde conversaríamos melhor e mais intimamente.

À tarde eu voltei ao complexo aquático e para minha surpresa encontrei as duas garotas novamente, porém dessa vez a morena estava tão imensamente linda que não a reconheci, até porque havia conversado mais com a amiga dela, a princípio mais bela. Não tenho nenhuma recordação de onde estava o chão daquela banca de revista quando a encontrei lá dentro. A mulher estava com os cabelos arrumados e soltos, um sorriso insinuador no rosto, uma roupa leve que balançava com as investidas do vento e escorreu pela porta de saída, depois de algumas poucas palavras, graciosamente.

Cheguei ao apartamento, tomei banho para retirar o cloro do corpo e me deitei um pedaço, visando à noite por vir. Acordei, tomei novamente banho e me vesti. Antes da boate encontraria o pessoal num evento do hotel, que fui acompanhado de minha mãe. Mal cheguei encontrei o pessoal e já estava louco pra sair. Ficamos naquele impasse, mas depois de um tempo conseguimos partir em direção as piscinas. Fomos os quatro, meus amigos e eu. Chegando às piscinas ouvi ao longe o som de um violão, começara então a série de desencontros.

Até então tudo era desencontro, afinal fazia três dias que eu rondava aquelas piscinas dia e noite e não a encontrara até esse dia, logo o último. Mas também, nesse dia somente, eu a havia encontrado duas vezes seguidas. Como era possível? Não sei! Como eu não a tinha notado antes? Não sei!

O som do violão me atordoou. Corri carregando o grupo inteiro para a roda de outros jovens que ali tocava. Lá ficamos um bom tempo tocando e falando besteira. Até que no meio de uma música me veio à cabeça a imagem da morena. Como eu podia tê-la esquecido? Já estava na hora da boate e eu não tinha percebido. Larguei o violão na mão do dono, que mal conhecia, e sai correndo sem dizer nem um mero tchau a meus amigos. Cheguei à boate e lá estava ela, dançando numa roda de amigas. Entrei como se nada tivesse acontecido e comecei a conversar com elas. Com pouco tempo o meu amigo, presente no ônibus quando as conheci, chegou e se integrou ao grupo.

Tudo estava ótimo até as meninas, que passei maior parte do tempo nesses três dias, chegarem dizendo que pegariam o ônibus para o hotel, pois o vôo delas sairia agora de madrugada. Novamente sem dar tchau, sai da roda das garotas novas, incluindo a morena, e fui deixar as minhas amigas na saída do ônibus. As deixamos e poucos segundo depois veio o estalo, “CADÊ AS GAROTAS?!”. Corremos o complexo inteiro de cima abaixo sem sucesso. Tristes, paramos perto do ponto de saída dos ônibus e depois de nos conformarmos achando que não as veríamos mais, viramos para trás e lá estavam todas na lanchonete. Provavelmente, assistindo de camarote o nosso desespero atrás delas e há essa hora já não éramos tão interessantes como a princípio, estávamos mais para garotos imaturos.

Entramos e sentamos. Era fascinante o poder que ela tinha sobre mim. Eu só conversava com ela, trocava algumas meras palavras com as outras. Depois de alguns assuntos elas anunciaram que partiriam. Ainda tentamos pedir que ficassem algumas pareceram aceitar o convite, mas a mais velha ordenou que fossem pra os apartamentos. Em meio a dois beijinhos me despedi dela e nunca mais a vi.

Apaixonei-me por um intervalo de uma tarde e parte da noite, com três meros encontros casuais. No outro dia pela manhã antes de ir embora, pensei ainda em passar no hotel dela e deixar um bilhete, pois em nosso primeiro encontro a vi descer do ônibus, todavia eu não tinha o número do quarto e minhas descrições poderiam não ser suficientes para o recepcionista. Voltei para Brasília. O meu coração ficou com ela em Caldas Novas. Só me restou à lembrança do beijo que nunca provei e da imagem de uma das mulheres mais belas que já vi na vida.



VARCELLY

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dama

"You know, I used to dream about this when I was a little boy
I never thought it would end up this way,
It's kind of special right? yeah
You know, you think about it
Sometimes people just destined
Destined to do what they do
And that's what it is"


Tudo começou mais ou menos assim, coloquei mais um post no blog, porém acompanhado de um convite extensivo a todos que o vissem, que era

“PS: Gostaria de convidar a todos pra se possível irem prestigiar o grupo de dança de rua BR, do qual faço parte, no evento Charivari esse sábado,início às 18e30. Ainda não sabemos de que horas vamos nos apresentar,mas vão ter outras coisas muito legais por lá,então cheguem cedo e aproveitem e nos vejam com certeza. Ele será realizado no Museu Câmara Cascudo. Qualquer informação olhar google.kkkkkkkkkkkk Abraço”

Pois é. O que tem demais? O grande diferencial disso é que ela foi me ver. Quem é ela? Não sei ao certo. Só a conheço de algumas palavras mal trocadas. Nunca nos vimos ao vivo. E como poderá perceber, não foi dessa vez que eu tive esse privilégio.

Eram sete horas da noite do sábado, eu me preparava para entrar no Museu onde me apresentaria juntamente com o grupo. Em meio à euforia de pessoas passando, a animação de apresentar uma coreografia totalmente feita com a participação de todos os integrantes e os cumprimentos dos conhecidos, algo estranho me aconteceu. Tive a ligeira sensação de estar sendo observado fixamente. Tentei ser discreto, o que definitivamente não é meu forte, e procurei em cada recanto daquela balburdia a origem de tal sentimento. Ela parecia está localizada em uma distância bem segura ou então percebera meu movimento brusco em busca do olhar dela, passando completamente despercebida.

Ela conhecia finamente meu gosto e havia se produzido seguindo-o a risca, talvez intencionando ser descoberta ou receber uma investida, desavisada, minha. Mas o fez com tal maestria a ponto de se camuflar em meio a outras mulheres tão bem vestidas e arrumadas quanto ela. Dessa forma o destaque só aconteceria quando ela quisesse, pois quando estivesse detendo maior parte do meu campo de visão, tinha absoluta certeza, as outras desapareceriam por completo. Gosto dessa convicção dela!

A sensação de estar sendo observado me acompanhou a noite inteira. Aproveitando e tomando tal sentimento como brincadeira, dancei como se ela fosse a primeira da fila, ofereci-me em cada movimento. Enquanto os míseros dez minutos passavam continuei vasculhando todos os olhares em busca do que havia me congelado a espinha. Nada! Não sei se foi meu empenho insuficiente ou o disfarce dela muito bem sustentado, pois não consegui identificá-la.

Enfim, estava já cansando desse procura e comecei a cogitar a possibilidade de tudo não passar de uma peça aplicada por minha mente. Desci as escadas até a rua olhando para o chão, reflexo de meu cansaço, em seguida, levantei a vista em direção ao outro lado da rua onde se encontrava um carro preto, ela me olhava fixamente encoberta pela fraca luz amarela do poste. Linda! O salto lhe torneava as pernas, o vestido elegantemente fazia o mesmo com o corpo e uma leve e desavisada brisa trouxe-me a fragrância marcante do perfume dela. Mal pude ver suas feições, mas consegui distinguir um sorriso de vitória no rosto, onde estavam escritas todas as suas fugas e o ar poderoso de ter me usado a noite inteira.



VARCELLY




terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ecos

Sensibilidade,
Salão principal do purgatório
Que permite o paraíso e o inferno com a mesma destreza

Os fatos surgem independentes de nossa vontade
O tempo em que ocorrem e as catástrofes ou delírios resultantes é que não.
Essa relação é maquiavelicamente por ela mediada.

As palavras voam em nossa direção
Proferidas casualmente
Ninguém se ofenderia ou se apaixonaria por elas assim
Estão nuas, sem maquiagem ou,
Por muitas vezes, são atores inexperientes em primeira encenação

Então, elas são absorvidas e metodicamente reproduzidas.
Ela delimita e harmoniza as ondas
Frisa as pausas
Destaca os adjetivos,
Dando-lhes efeitos visuais além dos sonoros.
Reentoa, destoa, controverte.

A princípio aparenta ser essa conversão tardia,
Mero engano!
A velocidade de processamento evita qualquer tipo de delay.

A platéia assiste a tudo atônita.
Em poucos segundos a fonte das palavras se perde
A quem devemos responder?
Será a conversa interpessoal ou intrapessoal?

Não é possível saber.
Só conhecemos os reflexos
Aperto no peito,
falta de ar
taquicardia
mãos geladas
ecos esquizofrênicos!

As ruas passam rápido,
Ao longe surgem outras conversas alheias ou não a nós,
Tanto faz!
Não temos espaço para mais pensamentos, reações.
Tentamos desesperadamente calar os ecos
Ou nos embrenhamos tanto no universo magnífico por eles criado
Que sons exteriores são completamente ignorados

Só desejo
que havendo ecos em vocês
sejam ao menos os positivos.


VARCELLY

BONS


RUINS

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A minha saudade

A minha saudade
É um monstro sorrateiro
De fonte conhecida
Mas de expansão inexplicável

Desconheço quem lhe fornece as chaves da casa,
avisa onde estão minhas roupas
ou ensina a maléfica forma de dispor os lençóis

O que me é permitido perceber
É a sua presença impregnada na mobília dos cômodos vazios
O doce aroma e o calor de minhas roupas imundas e frias
A deformidade profunda do colchão invariavelmente plano

Ela agora suspira em meu ouvido morosamente
Manipulando meus pensamentos
Reclina meu corpo
Dobra minhas pernas
Deita-me
Já não restam muitas opções

Deixo-me consumir


VARCELLY


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Medo

Estou em cima da montanha, açoitado por ventos fortes e frios. O ponto onde me mantenho é frágil, as rachaduras presentes por todos os lados parecem tentar me avisar o quão perigosa pode vir a ser minha permanência nessa local. Contrariando todos os avisos naturais, instintivos e de terceiros, permaneço.

Isso me assusta! Não tenho tanto medo de que o barranco venha a cair juntamente comigo! Tenho medo da minha postura em sabendo dessa iminente possibilidade. O fruto da árvore, encontrada na ponta do barranco, é desconhecido e o seu sabor é uma incógnita, assim como sua textura. A ponta do barranco é tão instável a ponto de oscilar com o vento, permitindo a árvore se esquivar de minhas investidas.

O fruto tem pele lisa e brilhosa, transparecendo saúde. A sua forma é repleta de irregularidades naturais, ampliando ainda mais sua beleza, uma vez que o tornam único. A maneira como se balança ao bel prazer do vento mais parece uma obra de ballet, repleta de giros e suavidade. Não existem folhas em volta dele, como se a árvore o quisesse destacar, impedindo qualquer outra beleza, mesmo distante, de ofuscá-lo.

Agora me parece ser um bom momento, a brisa havia parado quando pensei nisso. Estava a exatos dois passos do galho mantenedor. Só era possível avançar mais um passo, pois o segundo, já o tinha testado, abalava seriamente a estrutura do rochedo. Duas respirações profundas e um impulso suficiente apenas para permitir um alongamento máximo do corpo, estico o braço, por entre meus dedos posso ver a forma do fruto encaixando perfeitamente em minha mão. O vento volta e o balança.

Não tenho mais como voltar. Estou com os dois pés juntos e o corpo totalmente projetado a frente. A idéia de como sairia dali depois de conseguir o feito fora ignorada. A dúvida, se um novo passo em socorro causaria o desastre tão evitado ou se o choque do meu corpo contra o chão é que o produziria, cresce. Caiu mais um pouco. As possibilidades são inúmeras e escassas, pois um vídeo autobiográfico se inicia no fundo dos meus olhos. O medo me consome de todas as formas possíveis, até minhas células tremem repudiando o abismo. Os ecos se amplificam em meus ouvidos “a fruta estava distante demais. Você nem sabia ao certo se ela era saborosa. No entanto, tinha total conhecimento da instabilidade do rochedo. Não foi por falta de aviso que está nessa situação.” Parte do rochedo se descola e caí enquanto estou indo de encontro ao solo.

Coloco minhas mãos no rochedo, seja o que tiver de ser, penso. Ouço um estrondo causado por um deslocamento de terra relevante. Minha visão escurece e apago de medo.


VARCELLY


sábado, 22 de agosto de 2009

Aviso!

Opa pessoal,blz? É um prazer vê-los sempre por aqui comentando e lendo meus textos.
Por isso,venho avisá-lo que estou mudando os dias de postagem pra um só. ^^ Crise de
(ins)piração é complicado.kkkkk E como gosto de ser constante nas postagens prefiro
deixá-los sabendo que toda quarta terá algo novo.Pra não ter viagem "perdida". Pois é. É isso! Abraço a todos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Beijo de saudade

O ar trás consigo
o aroma holístico do corpo teu
Vejo, ao longe, tua sombra
Delirante, ergo-me nas paredes

Nossos mundos se chocam
Induzida pela demora do evento,
a seca tomara meu olhar
e uma lagrima indecisa,
entre a necessidade e a alegria,
deixou-se correr

Estás esguia,
sustentada por finos traços de meus desejos
As curvas delineadas por
algodões e fibras impiedosos,
que ignoram toda a minha inveja
em te cobrir tão proximamente

O teu tronco alisado por leves linhas,
que me permitem ser tua pele
em momentos de vento austero
Tua boca, maior enfoque de meus anseios,
contorcera um sorriso de efeito arrebatador em meu peito

Toque pele choque febre
Hesitação tremor vento laço
Peso força angustia cabelo
Quatro três dois
colapso

Fôôôôôôôôôôôlego


VARCELLY


PS: Gostaria de convidar a todos pra se possível irem prestigiar o grupo de dança de rua BR, do qual faço parte, no evento Charivari esse sábado,início às 18e30. Ainda não sabemos de que horas vamos nos apresentar,mas vão ter outras coisas muito legais por lá,então cheguem cedo e aproveitem e nos vejam com certeza. Ele será realizado no Museu Câmara Cascudo. Qualquer informação olhar google.kkkkkkkkkkkk Abraço