Um dia uma formiga passeava pelo jardim de uma casa em busca do seu jantar. Depois de muitas buscas encontrou um grão de açúcar, guiada por seus instintos o levou até um lugar seguro para armazenamento. Ela descansou o grão no chão e começou a remover pedaços pequeninos de terra até criar um pequeno buraco. Nele depositou o grão e se alimentou.
Todo dia, a cada novo grão, ela cavava mais a terra e montes de areia iam surgindo em volto do local. O buraco cresce, os montes também, a quantidade de açúcar também, assim como a população.
Antigamente era possível ignorar a construção em meio à tão grandioso jardim, mas hoje ela é parte significativa do cenário e se chama Saudade.
VARCELLY
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quarta-feira, 24 de março de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Perdi
Perdi minha voz em alguma esquina distante
Perdi meu olhar em alguma curva do teu corpo
E o meu tato de tanto tatear em busca de algo
Perdido também está meu paladar
Só Deus sabe onde ele anda
Minha audição, então, nem se fala
Não ouço nada há anos
Perdi meus pertences na minha mala
Perdi a minha mala em casa
E a casa no bairro
Perdida também está minha métrica
E só Vinícius seria capaz de me ensinar sonetos
Mas nunca me ensinaria a viver a fonte deles
Eu me perderia na realidade da composição
E seriam apenas versos vazios
Perdidos não estão, no entanto, esses versos
Que mesmo sem métrica
Ou sentido
Encontram a fonte deles
E não foi um grande poeta que os ensinou isso
Mas sim, o poema vivo que és.
VARCELLY
PS: Opa, estamos finalmente de volta! ^^ Bom voltar a postar depois de tanto tempo. As férias foram maravilhosas graças a Deus e trouxeram algumas novas idéias e histórias. Espero que gostem da nova temporada do blog. Beijos e abraços.
Perdi meu olhar em alguma curva do teu corpo
E o meu tato de tanto tatear em busca de algo
Perdido também está meu paladar
Só Deus sabe onde ele anda
Minha audição, então, nem se fala
Não ouço nada há anos
Perdi meus pertences na minha mala
Perdi a minha mala em casa
E a casa no bairro
Perdida também está minha métrica
E só Vinícius seria capaz de me ensinar sonetos
Mas nunca me ensinaria a viver a fonte deles
Eu me perderia na realidade da composição
E seriam apenas versos vazios
Perdidos não estão, no entanto, esses versos
Que mesmo sem métrica
Ou sentido
Encontram a fonte deles
E não foi um grande poeta que os ensinou isso
Mas sim, o poema vivo que és.
VARCELLY
PS: Opa, estamos finalmente de volta! ^^ Bom voltar a postar depois de tanto tempo. As férias foram maravilhosas graças a Deus e trouxeram algumas novas idéias e histórias. Espero que gostem da nova temporada do blog. Beijos e abraços.
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