Para que a pressa, se tudo que queremos é está aqui.
Para que mensurar o tempo disponível, se ele pouco importa.
Deixemos que o tempo corra
Nós não!
Nós não precisamos dele
O nosso tempo é paralelo
Ele flui ao nosso bel prazer
Reflexo direto de nossas carícias e da intensidade de nosso afeto
Sua mão entrançada em minha nuca
nossos olhos perplexos um no outro
Ou quem sabe, perdidos dentro de suas pálpebras.
O ar entrando e saindo através das narinas em conjunto com nosso desejo
As nossas peles se moldando uma à outra
Seu cabelo no meu rosto...
Isso é imensurável!
Não temos o tempo deles, nem o valor
Você e eu estamos aqui juntos
Isso é o que importa.
VARCELLY
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Momentos
Entramos de mãos dadas em meio à multidão
Eu a puxava pelo braço e nos encaminhavamos apertados
Andamos e andamos
até uma clareira
ótima para dois
Um espaço de aproximadamente dois passos de raio
nos permitia dançar tranquilamente
Eu a olhava nos olhos
reparando no seu cabelo
olhar e boca
Meus olhos ignoravam o fator de correção das lentes que usavam
e tudo fora do círculo passou a ficar fora de foco
Enquanto girávamos as pessoas se tornavam vultos
como rabiscos rápidos de tinta num quadro abstrato
A música que tocava parou
Dançávamos agora ao som não sei de que
Nossos sapatos já não arrastavam mais no chão
ou não faziam mais som disso
Eu podia sentir a sua pulsação varrendo seu corpo
o seu perfume tomando o ambiente
e a cada rodopio que dávamos na misteriosa dança
nova rajada se desprendia no ar
Parávamos de dançar
Continuávamos a nos olhar
As mãos se entrelaçavam agora num abraço
nossas bocas se alinharam
Nos aproximamos
Os meus olhos se fecharam
o ar parou
Senti a pele do seu rosto
Sorri
Fomos embora
VARCELLY
ps: Eles se beijão ou não?
Eu a puxava pelo braço e nos encaminhavamos apertados
Andamos e andamos
até uma clareira
ótima para dois
Um espaço de aproximadamente dois passos de raio
nos permitia dançar tranquilamente
Eu a olhava nos olhos
reparando no seu cabelo
olhar e boca
Meus olhos ignoravam o fator de correção das lentes que usavam
e tudo fora do círculo passou a ficar fora de foco
Enquanto girávamos as pessoas se tornavam vultos
como rabiscos rápidos de tinta num quadro abstrato
A música que tocava parou
Dançávamos agora ao som não sei de que
Nossos sapatos já não arrastavam mais no chão
ou não faziam mais som disso
Eu podia sentir a sua pulsação varrendo seu corpo
o seu perfume tomando o ambiente
e a cada rodopio que dávamos na misteriosa dança
nova rajada se desprendia no ar
Parávamos de dançar
Continuávamos a nos olhar
As mãos se entrelaçavam agora num abraço
nossas bocas se alinharam
Nos aproximamos
Os meus olhos se fecharam
o ar parou
Senti a pele do seu rosto
Sorri
Fomos embora
VARCELLY
ps: Eles se beijão ou não?
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Livro II - Só...acompanhado (2010.1)
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Intercalados
Já faz tempo que não o vejo contemplativamente
A não ser em ocasiões esporádicas
e totalmente casuais
Já faz tempo que só penso
e calo esses pensamentos
nas cordas vocais do meu ser
como num bojo de violão apático,
ignorando as investidas de seu compositor
Já faz tempo que esse violão descansa,
admirando as paisagens e os fatos,
escrevendo ou definhando melodias
paradas ou esquecidas nas prateleiras
Intercalados
seguimos juntos e separados,
criando diálogos imaginários
Até o dia do desabafo consternado
do alto de nossas moleiras de
onde versos e crenças serão entoados
"Tentei falar, mas você não soube ouvir.
Tente admitir."
VARCELLY
ps: a pergunta que não quer calar é: Quem DANADO é AMIM?!?!?! kkkkkkkkkkk
ps/2: a foto do começo do texto sou eu e ele. ^^
Clipe original, que é mais bonito. ^^
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Livro II - Só...acompanhado (2010.1),
seleção do autor
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Travessia
“Há tempo que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo.E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.É o tempo da travessia.E se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos” Fernando Pessoa
Ontem o vi no enterro
Estava sóbrio elegantemente vestido
Transparecendo um ligeiro ar de frieza
Entrou
Sentou-se
Parou horas a velar o corpo ali estático
A multidão que se empurrava na sala
Parecia não ser empecilho a visão dele
Talvez, olha-se sem os olhos
A sala repleta de murmúrios silenciou
ao vê-lo levantar-se
A aba do chapéu propositalmente baixa
escondia-lhe os olhos,
deixando a mostra apenas a boca,
a qual estava sem nenhum rascunho de sorriso
Sacou de sua roupa um punhal
causando um estardalhaço entre os presentes
O ar parecia ter fugido de todos
Então se dirigiu ao corpo
retirou o chapéu,salvaguarda de suas feições,
ergueu o punhal na altura de sua testa
e de um único golpe
abriu um talho em toda extensão de seu rosto
Alguns já haviam desmaiado nessa altura dos acontecimentos
e outros insistiam em acompanhar tudo apáticos
Ergueu suas mãos,
colocando-as no corte recentemente feito
e separou as partes, puxando-as desde o topo
Seu novo terno era lindo,
um leve tom de azul, tinha algo de celestial
imperceptível ao leitor distraído
Os olhos readquiriam o sorriso habitual
e o chapéu já não os cobria
Pegou o seu antigo ser
Realinhou-lhe as feições, que agora sorriam
E o colocou junto ao corpo velado
VARCELLY
ps: TRAVESSIA II
Ontem o vi no enterro
Estava sóbrio elegantemente vestido
Transparecendo um ligeiro ar de frieza
Entrou
Sentou-se
Parou horas a velar o corpo ali estático
A multidão que se empurrava na sala
Parecia não ser empecilho a visão dele
Talvez, olha-se sem os olhos
A sala repleta de murmúrios silenciou
ao vê-lo levantar-se
A aba do chapéu propositalmente baixa
escondia-lhe os olhos,
deixando a mostra apenas a boca,
a qual estava sem nenhum rascunho de sorriso
Sacou de sua roupa um punhal
causando um estardalhaço entre os presentes
O ar parecia ter fugido de todos
Então se dirigiu ao corpo
retirou o chapéu,salvaguarda de suas feições,
ergueu o punhal na altura de sua testa
e de um único golpe
abriu um talho em toda extensão de seu rosto
Alguns já haviam desmaiado nessa altura dos acontecimentos
e outros insistiam em acompanhar tudo apáticos
Ergueu suas mãos,
colocando-as no corte recentemente feito
e separou as partes, puxando-as desde o topo
Seu novo terno era lindo,
um leve tom de azul, tinha algo de celestial
imperceptível ao leitor distraído
Os olhos readquiriam o sorriso habitual
e o chapéu já não os cobria
Pegou o seu antigo ser
Realinhou-lhe as feições, que agora sorriam
E o colocou junto ao corpo velado
VARCELLY
ps: TRAVESSIA II
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Livro II - Só...acompanhado (2010.1)
quarta-feira, 3 de março de 2010
Adeus mp3
Nos últimos tempos,
tudo estava sob controle
ou eu fazia o possível para que assim fosse,
desde o mais longínquo horizonte
Até a mais banal das decisões
queria cada centavo, cada segundo visível,
por todas as cartas na mesa,
cogitando as possíveis futuras jogadas
uns três passo à frente
Como arrumar todas as músicas no mp3
e conduzi-las a meu bel prazer
Não preciso mais disso
Estou reaprendendo suavemente
o prazer do inesperado,
de não está no controle,
de ver o que alguém pode me trazer
O que eu ganhei?
Duas rádios novas
O que posso vir a ganhar?
...segredo...
"Y el mundo esta mejor, el mundo esta mejor"
VARCELLY
tudo estava sob controle
ou eu fazia o possível para que assim fosse,
desde o mais longínquo horizonte
Até a mais banal das decisões
queria cada centavo, cada segundo visível,
por todas as cartas na mesa,
cogitando as possíveis futuras jogadas
uns três passo à frente
Como arrumar todas as músicas no mp3
e conduzi-las a meu bel prazer
Não preciso mais disso
Estou reaprendendo suavemente
o prazer do inesperado,
de não está no controle,
de ver o que alguém pode me trazer
O que eu ganhei?
Duas rádios novas
O que posso vir a ganhar?
...segredo...
"Y el mundo esta mejor, el mundo esta mejor"
VARCELLY
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