Todas as minhas esperanças estão em você. É uma pena a distância nos separar tão incisivamente. Mas talvez seja ela, dessa maneira, a razão de ser você o destino de minhas esperanças. As coisas ordinárias me circundam e não consigo arrancar nada de especial delas. Alguns estão sozinhos em outras cidades, viajando em outros países, concursados com empregos relevantes, ou qualquer coisa do tipo. Entende? Coisas que tornam nossas vidas especiais. É esse o meu desejo! Algo especial, propiciador de novos horizontes, lugares, culturas, vivências, sentimentos. Um novo paradigma!
Diante da minha vida hodierna talvez a mudança de solteiro para amante platônico, ou quem sabe amante sazonal seja, não toda essa imensa novidade que ambiciosamente desejo, mas, o princípio de uma mudança produtora dessa, tão aguardada, tsunami. Essa onda gigantesca contra a qual me resguardei tanto e me preparei para enfrentá-la. Foram tantos muros, diques, calhas e reservatórios anti-enchentes preparados que as ondas normais com sua leveza, branca espuma e som reconfortante perderam a relevância. Dificilmente as ouço ou as vejo daqui de dentro.
A cidade é um forte evadido agora! Talvez seu protótipo de tsunami não o destrua por completo, permitindo o surgimento de uma nova sociedade voltada à coletividade e à doação mútua, no entanto, com certeza tem chances de enfraquecer as barreiras, possibilitando o repovoamento e dando voz e brilho as marés baixas novamente.
OBS--> A música desse post é Como se o mar de NAndo Reis.Mas ele não está no youtube
então estou colocando este link para que possam ouvir e colocando outra música do
Nando pra não deixar o post sem vídeo. Abraço
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A morena que roubou meu coração numa tarde
"Como lembrar de você e não sorrir
Como falar de você e não cantar
Como saber se é certo sonhar com você"
Estava tudo pronto para a volta era meu último dia naquele resort. Tinha ido passar as férias lá junto a minha mãe e conhecera um grupo bom da mesma idade que eu. Salvo engano eram duas meninas e um garoto. Passávamos o dia zanzando pelas dependências do hotel e a noite nas festas e eventos organizados também pelo hotel.
No entanto, o relevante da história é na verdade a. Voltava, junto com meu amigo, de mais uma manhã nas piscinas no ônibus do resort, gratuito a cada hora, e a vi. Era uma morena linda com traços orientais, mais ou menos da minha altura e de cabelos negros e molhados. Na verdade eu vi e me detive a princípio na amiga dela, que fora mais simpática as minhas brincadeiras. Marcamos de nos encontrar todos na boate ao anoitecer, onde conversaríamos melhor e mais intimamente.
À tarde eu voltei ao complexo aquático e para minha surpresa encontrei as duas garotas novamente, porém dessa vez a morena estava tão imensamente linda que não a reconheci, até porque havia conversado mais com a amiga dela, a princípio mais bela. Não tenho nenhuma recordação de onde estava o chão daquela banca de revista quando a encontrei lá dentro. A mulher estava com os cabelos arrumados e soltos, um sorriso insinuador no rosto, uma roupa leve que balançava com as investidas do vento e escorreu pela porta de saída, depois de algumas poucas palavras, graciosamente.
Cheguei ao apartamento, tomei banho para retirar o cloro do corpo e me deitei um pedaço, visando à noite por vir. Acordei, tomei novamente banho e me vesti. Antes da boate encontraria o pessoal num evento do hotel, que fui acompanhado de minha mãe. Mal cheguei encontrei o pessoal e já estava louco pra sair. Ficamos naquele impasse, mas depois de um tempo conseguimos partir em direção as piscinas. Fomos os quatro, meus amigos e eu. Chegando às piscinas ouvi ao longe o som de um violão, começara então a série de desencontros.
Até então tudo era desencontro, afinal fazia três dias que eu rondava aquelas piscinas dia e noite e não a encontrara até esse dia, logo o último. Mas também, nesse dia somente, eu a havia encontrado duas vezes seguidas. Como era possível? Não sei! Como eu não a tinha notado antes? Não sei!
O som do violão me atordoou. Corri carregando o grupo inteiro para a roda de outros jovens que ali tocava. Lá ficamos um bom tempo tocando e falando besteira. Até que no meio de uma música me veio à cabeça a imagem da morena. Como eu podia tê-la esquecido? Já estava na hora da boate e eu não tinha percebido. Larguei o violão na mão do dono, que mal conhecia, e sai correndo sem dizer nem um mero tchau a meus amigos. Cheguei à boate e lá estava ela, dançando numa roda de amigas. Entrei como se nada tivesse acontecido e comecei a conversar com elas. Com pouco tempo o meu amigo, presente no ônibus quando as conheci, chegou e se integrou ao grupo.
Tudo estava ótimo até as meninas, que passei maior parte do tempo nesses três dias, chegarem dizendo que pegariam o ônibus para o hotel, pois o vôo delas sairia agora de madrugada. Novamente sem dar tchau, sai da roda das garotas novas, incluindo a morena, e fui deixar as minhas amigas na saída do ônibus. As deixamos e poucos segundo depois veio o estalo, “CADÊ AS GAROTAS?!”. Corremos o complexo inteiro de cima abaixo sem sucesso. Tristes, paramos perto do ponto de saída dos ônibus e depois de nos conformarmos achando que não as veríamos mais, viramos para trás e lá estavam todas na lanchonete. Provavelmente, assistindo de camarote o nosso desespero atrás delas e há essa hora já não éramos tão interessantes como a princípio, estávamos mais para garotos imaturos.
Entramos e sentamos. Era fascinante o poder que ela tinha sobre mim. Eu só conversava com ela, trocava algumas meras palavras com as outras. Depois de alguns assuntos elas anunciaram que partiriam. Ainda tentamos pedir que ficassem algumas pareceram aceitar o convite, mas a mais velha ordenou que fossem pra os apartamentos. Em meio a dois beijinhos me despedi dela e nunca mais a vi.
Apaixonei-me por um intervalo de uma tarde e parte da noite, com três meros encontros casuais. No outro dia pela manhã antes de ir embora, pensei ainda em passar no hotel dela e deixar um bilhete, pois em nosso primeiro encontro a vi descer do ônibus, todavia eu não tinha o número do quarto e minhas descrições poderiam não ser suficientes para o recepcionista. Voltei para Brasília. O meu coração ficou com ela em Caldas Novas. Só me restou à lembrança do beijo que nunca provei e da imagem de uma das mulheres mais belas que já vi na vida.
VARCELLY
Como falar de você e não cantar
Como saber se é certo sonhar com você"
Estava tudo pronto para a volta era meu último dia naquele resort. Tinha ido passar as férias lá junto a minha mãe e conhecera um grupo bom da mesma idade que eu. Salvo engano eram duas meninas e um garoto. Passávamos o dia zanzando pelas dependências do hotel e a noite nas festas e eventos organizados também pelo hotel.
No entanto, o relevante da história é na verdade a. Voltava, junto com meu amigo, de mais uma manhã nas piscinas no ônibus do resort, gratuito a cada hora, e a vi. Era uma morena linda com traços orientais, mais ou menos da minha altura e de cabelos negros e molhados. Na verdade eu vi e me detive a princípio na amiga dela, que fora mais simpática as minhas brincadeiras. Marcamos de nos encontrar todos na boate ao anoitecer, onde conversaríamos melhor e mais intimamente.
À tarde eu voltei ao complexo aquático e para minha surpresa encontrei as duas garotas novamente, porém dessa vez a morena estava tão imensamente linda que não a reconheci, até porque havia conversado mais com a amiga dela, a princípio mais bela. Não tenho nenhuma recordação de onde estava o chão daquela banca de revista quando a encontrei lá dentro. A mulher estava com os cabelos arrumados e soltos, um sorriso insinuador no rosto, uma roupa leve que balançava com as investidas do vento e escorreu pela porta de saída, depois de algumas poucas palavras, graciosamente.
Cheguei ao apartamento, tomei banho para retirar o cloro do corpo e me deitei um pedaço, visando à noite por vir. Acordei, tomei novamente banho e me vesti. Antes da boate encontraria o pessoal num evento do hotel, que fui acompanhado de minha mãe. Mal cheguei encontrei o pessoal e já estava louco pra sair. Ficamos naquele impasse, mas depois de um tempo conseguimos partir em direção as piscinas. Fomos os quatro, meus amigos e eu. Chegando às piscinas ouvi ao longe o som de um violão, começara então a série de desencontros.
Até então tudo era desencontro, afinal fazia três dias que eu rondava aquelas piscinas dia e noite e não a encontrara até esse dia, logo o último. Mas também, nesse dia somente, eu a havia encontrado duas vezes seguidas. Como era possível? Não sei! Como eu não a tinha notado antes? Não sei!
O som do violão me atordoou. Corri carregando o grupo inteiro para a roda de outros jovens que ali tocava. Lá ficamos um bom tempo tocando e falando besteira. Até que no meio de uma música me veio à cabeça a imagem da morena. Como eu podia tê-la esquecido? Já estava na hora da boate e eu não tinha percebido. Larguei o violão na mão do dono, que mal conhecia, e sai correndo sem dizer nem um mero tchau a meus amigos. Cheguei à boate e lá estava ela, dançando numa roda de amigas. Entrei como se nada tivesse acontecido e comecei a conversar com elas. Com pouco tempo o meu amigo, presente no ônibus quando as conheci, chegou e se integrou ao grupo.
Tudo estava ótimo até as meninas, que passei maior parte do tempo nesses três dias, chegarem dizendo que pegariam o ônibus para o hotel, pois o vôo delas sairia agora de madrugada. Novamente sem dar tchau, sai da roda das garotas novas, incluindo a morena, e fui deixar as minhas amigas na saída do ônibus. As deixamos e poucos segundo depois veio o estalo, “CADÊ AS GAROTAS?!”. Corremos o complexo inteiro de cima abaixo sem sucesso. Tristes, paramos perto do ponto de saída dos ônibus e depois de nos conformarmos achando que não as veríamos mais, viramos para trás e lá estavam todas na lanchonete. Provavelmente, assistindo de camarote o nosso desespero atrás delas e há essa hora já não éramos tão interessantes como a princípio, estávamos mais para garotos imaturos.
Entramos e sentamos. Era fascinante o poder que ela tinha sobre mim. Eu só conversava com ela, trocava algumas meras palavras com as outras. Depois de alguns assuntos elas anunciaram que partiriam. Ainda tentamos pedir que ficassem algumas pareceram aceitar o convite, mas a mais velha ordenou que fossem pra os apartamentos. Em meio a dois beijinhos me despedi dela e nunca mais a vi.
Apaixonei-me por um intervalo de uma tarde e parte da noite, com três meros encontros casuais. No outro dia pela manhã antes de ir embora, pensei ainda em passar no hotel dela e deixar um bilhete, pois em nosso primeiro encontro a vi descer do ônibus, todavia eu não tinha o número do quarto e minhas descrições poderiam não ser suficientes para o recepcionista. Voltei para Brasília. O meu coração ficou com ela em Caldas Novas. Só me restou à lembrança do beijo que nunca provei e da imagem de uma das mulheres mais belas que já vi na vida.
VARCELLY
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
Dama
"You know, I used to dream about this when I was a little boy
I never thought it would end up this way,
It's kind of special right? yeah
You know, you think about it
Sometimes people just destined
Destined to do what they do
And that's what it is"
Tudo começou mais ou menos assim, coloquei mais um post no blog, porém acompanhado de um convite extensivo a todos que o vissem, que era
“PS: Gostaria de convidar a todos pra se possível irem prestigiar o grupo de dança de rua BR, do qual faço parte, no evento Charivari esse sábado,início às 18e30. Ainda não sabemos de que horas vamos nos apresentar,mas vão ter outras coisas muito legais por lá,então cheguem cedo e aproveitem e nos vejam com certeza. Ele será realizado no Museu Câmara Cascudo. Qualquer informação olhar google.kkkkkkkkkkkk Abraço”
Pois é. O que tem demais? O grande diferencial disso é que ela foi me ver. Quem é ela? Não sei ao certo. Só a conheço de algumas palavras mal trocadas. Nunca nos vimos ao vivo. E como poderá perceber, não foi dessa vez que eu tive esse privilégio.
Eram sete horas da noite do sábado, eu me preparava para entrar no Museu onde me apresentaria juntamente com o grupo. Em meio à euforia de pessoas passando, a animação de apresentar uma coreografia totalmente feita com a participação de todos os integrantes e os cumprimentos dos conhecidos, algo estranho me aconteceu. Tive a ligeira sensação de estar sendo observado fixamente. Tentei ser discreto, o que definitivamente não é meu forte, e procurei em cada recanto daquela balburdia a origem de tal sentimento. Ela parecia está localizada em uma distância bem segura ou então percebera meu movimento brusco em busca do olhar dela, passando completamente despercebida.
Ela conhecia finamente meu gosto e havia se produzido seguindo-o a risca, talvez intencionando ser descoberta ou receber uma investida, desavisada, minha. Mas o fez com tal maestria a ponto de se camuflar em meio a outras mulheres tão bem vestidas e arrumadas quanto ela. Dessa forma o destaque só aconteceria quando ela quisesse, pois quando estivesse detendo maior parte do meu campo de visão, tinha absoluta certeza, as outras desapareceriam por completo. Gosto dessa convicção dela!
A sensação de estar sendo observado me acompanhou a noite inteira. Aproveitando e tomando tal sentimento como brincadeira, dancei como se ela fosse a primeira da fila, ofereci-me em cada movimento. Enquanto os míseros dez minutos passavam continuei vasculhando todos os olhares em busca do que havia me congelado a espinha. Nada! Não sei se foi meu empenho insuficiente ou o disfarce dela muito bem sustentado, pois não consegui identificá-la.
Enfim, estava já cansando desse procura e comecei a cogitar a possibilidade de tudo não passar de uma peça aplicada por minha mente. Desci as escadas até a rua olhando para o chão, reflexo de meu cansaço, em seguida, levantei a vista em direção ao outro lado da rua onde se encontrava um carro preto, ela me olhava fixamente encoberta pela fraca luz amarela do poste. Linda! O salto lhe torneava as pernas, o vestido elegantemente fazia o mesmo com o corpo e uma leve e desavisada brisa trouxe-me a fragrância marcante do perfume dela. Mal pude ver suas feições, mas consegui distinguir um sorriso de vitória no rosto, onde estavam escritas todas as suas fugas e o ar poderoso de ter me usado a noite inteira.
VARCELLY
I never thought it would end up this way,
It's kind of special right? yeah
You know, you think about it
Sometimes people just destined
Destined to do what they do
And that's what it is"
Tudo começou mais ou menos assim, coloquei mais um post no blog, porém acompanhado de um convite extensivo a todos que o vissem, que era
“PS: Gostaria de convidar a todos pra se possível irem prestigiar o grupo de dança de rua BR, do qual faço parte, no evento Charivari esse sábado,início às 18e30. Ainda não sabemos de que horas vamos nos apresentar,mas vão ter outras coisas muito legais por lá,então cheguem cedo e aproveitem e nos vejam com certeza. Ele será realizado no Museu Câmara Cascudo. Qualquer informação olhar google.kkkkkkkkkkkk Abraço”
Pois é. O que tem demais? O grande diferencial disso é que ela foi me ver. Quem é ela? Não sei ao certo. Só a conheço de algumas palavras mal trocadas. Nunca nos vimos ao vivo. E como poderá perceber, não foi dessa vez que eu tive esse privilégio.
Eram sete horas da noite do sábado, eu me preparava para entrar no Museu onde me apresentaria juntamente com o grupo. Em meio à euforia de pessoas passando, a animação de apresentar uma coreografia totalmente feita com a participação de todos os integrantes e os cumprimentos dos conhecidos, algo estranho me aconteceu. Tive a ligeira sensação de estar sendo observado fixamente. Tentei ser discreto, o que definitivamente não é meu forte, e procurei em cada recanto daquela balburdia a origem de tal sentimento. Ela parecia está localizada em uma distância bem segura ou então percebera meu movimento brusco em busca do olhar dela, passando completamente despercebida.
Ela conhecia finamente meu gosto e havia se produzido seguindo-o a risca, talvez intencionando ser descoberta ou receber uma investida, desavisada, minha. Mas o fez com tal maestria a ponto de se camuflar em meio a outras mulheres tão bem vestidas e arrumadas quanto ela. Dessa forma o destaque só aconteceria quando ela quisesse, pois quando estivesse detendo maior parte do meu campo de visão, tinha absoluta certeza, as outras desapareceriam por completo. Gosto dessa convicção dela!
A sensação de estar sendo observado me acompanhou a noite inteira. Aproveitando e tomando tal sentimento como brincadeira, dancei como se ela fosse a primeira da fila, ofereci-me em cada movimento. Enquanto os míseros dez minutos passavam continuei vasculhando todos os olhares em busca do que havia me congelado a espinha. Nada! Não sei se foi meu empenho insuficiente ou o disfarce dela muito bem sustentado, pois não consegui identificá-la.
Enfim, estava já cansando desse procura e comecei a cogitar a possibilidade de tudo não passar de uma peça aplicada por minha mente. Desci as escadas até a rua olhando para o chão, reflexo de meu cansaço, em seguida, levantei a vista em direção ao outro lado da rua onde se encontrava um carro preto, ela me olhava fixamente encoberta pela fraca luz amarela do poste. Linda! O salto lhe torneava as pernas, o vestido elegantemente fazia o mesmo com o corpo e uma leve e desavisada brisa trouxe-me a fragrância marcante do perfume dela. Mal pude ver suas feições, mas consegui distinguir um sorriso de vitória no rosto, onde estavam escritas todas as suas fugas e o ar poderoso de ter me usado a noite inteira.
VARCELLY
terça-feira, 1 de setembro de 2009
A minha saudade
A minha saudade
É um monstro sorrateiro
De fonte conhecida
Mas de expansão inexplicável
Desconheço quem lhe fornece as chaves da casa,
avisa onde estão minhas roupas
ou ensina a maléfica forma de dispor os lençóis
O que me é permitido perceber
É a sua presença impregnada na mobília dos cômodos vazios
O doce aroma e o calor de minhas roupas imundas e frias
A deformidade profunda do colchão invariavelmente plano
Ela agora suspira em meu ouvido morosamente
Manipulando meus pensamentos
Reclina meu corpo
Dobra minhas pernas
Deita-me
Já não restam muitas opções
Deixo-me consumir
VARCELLY
É um monstro sorrateiro
De fonte conhecida
Mas de expansão inexplicável
Desconheço quem lhe fornece as chaves da casa,
avisa onde estão minhas roupas
ou ensina a maléfica forma de dispor os lençóis
O que me é permitido perceber
É a sua presença impregnada na mobília dos cômodos vazios
O doce aroma e o calor de minhas roupas imundas e frias
A deformidade profunda do colchão invariavelmente plano
Ela agora suspira em meu ouvido morosamente
Manipulando meus pensamentos
Reclina meu corpo
Dobra minhas pernas
Deita-me
Já não restam muitas opções
Deixo-me consumir
VARCELLY
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Eclipse
Eu,
sem você, não seria nada além de mim!
Afinal, somos dois.
Não nascemos fusionados.
Prótons e nêutrons de hélio sim.
Entretanto,
Tivemos nossa chance de brilhar
e como a gigantesca usina no céu
nos deixamos eclipsar
A princípio, areolar
em seguida,
total.
Eu sem
Você pode ser tudo
Inclusive o nada
VARCELLY
sem você, não seria nada além de mim!
Afinal, somos dois.
Não nascemos fusionados.
Prótons e nêutrons de hélio sim.
Entretanto,
Tivemos nossa chance de brilhar
e como a gigantesca usina no céu
nos deixamos eclipsar
A princípio, areolar
em seguida,
total.
Eu sem
Você pode ser tudo
Inclusive o nada
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Carlota
A noite cobria com seu manto sua casa
O relógio bate duas da manhã
Ele se levanta assustado
Deitou-se as seis,
no entanto, ainda sim, não era tempo de acordar
Poucos segundos se passaram até a lembrança reviver,
a angústia o acordara
Desejava febrilmente sentir aquele calafrio
companheiro da noite no Salão
Encheu a banheira
Organizou três sacas de gelo picado,
lançando-as consecutivamente no banho
Despiu-se, sentou-se e assim ficou um bom tempo
Quando percebeu que já não sentia tanto frio
abandonou o banho e parou no sobrando
O vento gélido da madrugada percorria seu corpo molhado
Então vieram crescentes
Um,
Dois,
Três calafrios
Mas nenhum comparado ao do Salão
Voltou ao banheiro
Tentaria mais uma vez
Ligou o chuveiro com água quente,
lançou-se de baixo
A princípio um leve tremor,
todavia, a água quente só lhe deu esse de bom grado
Em seguida, cobriu-lhe com um manto de ternura,
ele aproveitou esse deleite
Desistiu
Não conseguiria tal sensação em sua casa
Só havia um porquê.
Aceitou o veredicto enquanto se arrumava
Os calafrios eram produzidos pela lembrança
da morena com quem dançou no Salão
Não eram calafrios comuns
Sorrindo,
elegantemente vestido
foi tragado pela morena imagem até o Salão
onde a Milonga o concederia o mundo necessário
para acalentar seus desejos
VARCELLY
O relógio bate duas da manhã
Ele se levanta assustado
Deitou-se as seis,
no entanto, ainda sim, não era tempo de acordar
Poucos segundos se passaram até a lembrança reviver,
a angústia o acordara
Desejava febrilmente sentir aquele calafrio
companheiro da noite no Salão
Encheu a banheira
Organizou três sacas de gelo picado,
lançando-as consecutivamente no banho
Despiu-se, sentou-se e assim ficou um bom tempo
Quando percebeu que já não sentia tanto frio
abandonou o banho e parou no sobrando
O vento gélido da madrugada percorria seu corpo molhado
Então vieram crescentes
Um,
Dois,
Três calafrios
Mas nenhum comparado ao do Salão
Voltou ao banheiro
Tentaria mais uma vez
Ligou o chuveiro com água quente,
lançou-se de baixo
A princípio um leve tremor,
todavia, a água quente só lhe deu esse de bom grado
Em seguida, cobriu-lhe com um manto de ternura,
ele aproveitou esse deleite
Desistiu
Não conseguiria tal sensação em sua casa
Só havia um porquê.
Aceitou o veredicto enquanto se arrumava
Os calafrios eram produzidos pela lembrança
da morena com quem dançou no Salão
Não eram calafrios comuns
Sorrindo,
elegantemente vestido
foi tragado pela morena imagem até o Salão
onde a Milonga o concederia o mundo necessário
para acalentar seus desejos
VARCELLY
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Travessia II
Um dia organizei tudo o que era seu
Tudo aquilo que me trazia memórias suas
e ainda se encontrava em minha casa
Fotos, cartas, roupas, ursos de pelúcia...
Coloquei numa caixa e bati na sua porta
Deixando a caixa próxima à porta,
saí antes que chegasse
Voltei pra casa,
mas, meu quarto ainda era o mesmo
Depois de tirar tudo que fazia alusão a você
Percebi que você ainda estava ali
Encostada no único objeto refletido no espelho
Eu
Percebi então,
que você nunca deixaria de fazer parte de mim
perto ou distante
Coloquei-me no colo e adormeci
"Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate...
e na parede do meu quarto ainda está o seu retrato...
pensei até em me mudar"
VARCELLY
Tudo aquilo que me trazia memórias suas
e ainda se encontrava em minha casa
Fotos, cartas, roupas, ursos de pelúcia...
Coloquei numa caixa e bati na sua porta
Deixando a caixa próxima à porta,
saí antes que chegasse
Voltei pra casa,
mas, meu quarto ainda era o mesmo
Depois de tirar tudo que fazia alusão a você
Percebi que você ainda estava ali
Encostada no único objeto refletido no espelho
Eu
Percebi então,
que você nunca deixaria de fazer parte de mim
perto ou distante
Coloquei-me no colo e adormeci
"Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate...
e na parede do meu quarto ainda está o seu retrato...
pensei até em me mudar"
VARCELLY
terça-feira, 7 de julho de 2009
Relatos de Mi
Era uma noite agradável, a brisa corria e tornava todo e qualquer ambiente mais aconchegante, eu havia me arrumado toda para ele, na verdade, seria o primeiro encontro. Tudo parecia perfeito. Eu iria o esperar numa sala pequena e climatizada bem próxima a minha casa, algo como uma recepção. Antes de sair mais uma encarada demorada no espelho para os últimos arranjos, verifiquei se todas as linhas estavam no lugar, enquanto ressoava alegria. Só então, dirigi-me ao local marcado.
O caminho não foi longo, pois durante o trajeto vim relembrando canções, sambas antigos e modinhas, todas aparentemente oriundas das vibrações do meu espírito feliz, e quando menos esperava cheguei. Tudo era confortável, organizado, até climatizado era. A brisa da noite serena ficou do lado de fora, mas confiei que o encontro a traria de volta. Confiança essa abalada pela presença de outros tantas meninas na mesma sala. Elas pareciam tão arrumadas quanto eu, algumas mais magras e alvinhas e outras assim como eu loiras. Foi horrível!
Senti-me usada. Que homem poderia ter uma atitude desse tipo? Iludir um grupo de garotas mandando-as esperá-lo num mesmo recinto e ainda permitir que se vissem. Em poucos segundos, todas estávamos revoltadas. Eu tentei apaziguar a situação dizendo que o deixaríamos na mão em plena roda de samba, ou seja, partiríamos no auge do seu melhor choro. Todas aceitaram a idéia e eu já estava tranqüila quando uma nova onda de ira me possuiu, minha irmã adentrou o recinto.
Michele era muito mais nova e bonita do que eu, assim como a maioria das garotas ali, mas era especial. Detentora de um timbre de voz maravilhoso que conquistava todos até mesmo quando conversava. Eu quase desmaio ao vê-la. As meninas me ajudaram em grupo, já que a diferença de peso entre nos era relevante, e eu me pus de pé. Michele correu em minha direção para ajudar-me também e eu lhe contei o acontecido. Ela não parecia acreditar no que ouvia e sem esforço, meu e das outras meninas, juntou-se a nós.
A porta então se abriu e ele entrou. Sapatos brancos, terno aberto de linho branco, camisa rosa suave e um chapéu levemente caído sobre o rosto. Todas ficaram tensas até que ele vestiu o sorriso. Foi como uma amnésia instantânea para tudo que tínhamos passado. Desde a humilhação até o encontro grupal, toda ira escorreu pela ponta do arco do sorriso dele. Ele chamou uma a uma de nós para fora da sala, alisou o corpo de todas, demorando as mãos em cada recanto, nos fazendo esticar e esticar a seu bel prazer, até que ficássemos presas por suas carícias. E assim, ficaram as revolucionárias deitadas lado a lado e presas pelo carinho das mãos dele. Acho que ele sabia da relação de parentesco entre eu e Michele, pois a colocou o mais longe possível de mim.
Depois de se aproveitar de cada uma de nós, ele nos levou de volta à brisa noturna e nos apresentou orgulhoso aos amigos na roda de samba. Então, recomeçaram as humilhações. Ele nos tocava ao mesmo tempo, empurrando duas ou três de nós para uma mesma casa e lá nos acariciava simultaneamente, depois nos tocava todas ao mesmo tempo, mas, o fazia com tal maestria que não nos exaltávamos mais e aproveitávamos à brincadeira. Chegou ainda a oferecer nossos serviços a diversos amigos. Não tínhamos pudor algum a essa altura. Minha mãe me avisara para tomar cuidado com malandros, eles são tão agradáveis que seus defeitos se tornam imperceptíveis. Ficávamos todas nas mãos dele e adorávamos isso. A princípio, unidas pela fascinação da presença dele, depois pelo ódio e agora pelo amor. Ele parecia saber até onde cada uma de nós ia e nos coordenava muito bem, tirando proveito de tudo e, por diversas vezes, deixando-se aparentar subjugado à nossa vontade.
Eu e minha irmã estamos bem. Inclusive, já estivemos juntas com ele várias noites e foi maravilhoso. Sabe como é não é? Vida de corda de violão é difícil.
"minha viola vai pra o fundo do baú.
Não haverá mais ilusão
Quero esquecer e ela não deixa
alguém que só me fez ingratidão"
Ps: Hauahuah Posso pedir um favor? Lê de novo para perceber o amor do rapaz por seu violão.
Ps: Nesse link estão algumas explicações para o texto. São basicamente sobre a estrutura do violão. Os trechos interessantes são as partes do violão e a afinação básica, que explica o caso das irmãs.
VARCELLY
O caminho não foi longo, pois durante o trajeto vim relembrando canções, sambas antigos e modinhas, todas aparentemente oriundas das vibrações do meu espírito feliz, e quando menos esperava cheguei. Tudo era confortável, organizado, até climatizado era. A brisa da noite serena ficou do lado de fora, mas confiei que o encontro a traria de volta. Confiança essa abalada pela presença de outros tantas meninas na mesma sala. Elas pareciam tão arrumadas quanto eu, algumas mais magras e alvinhas e outras assim como eu loiras. Foi horrível!
Senti-me usada. Que homem poderia ter uma atitude desse tipo? Iludir um grupo de garotas mandando-as esperá-lo num mesmo recinto e ainda permitir que se vissem. Em poucos segundos, todas estávamos revoltadas. Eu tentei apaziguar a situação dizendo que o deixaríamos na mão em plena roda de samba, ou seja, partiríamos no auge do seu melhor choro. Todas aceitaram a idéia e eu já estava tranqüila quando uma nova onda de ira me possuiu, minha irmã adentrou o recinto.
Michele era muito mais nova e bonita do que eu, assim como a maioria das garotas ali, mas era especial. Detentora de um timbre de voz maravilhoso que conquistava todos até mesmo quando conversava. Eu quase desmaio ao vê-la. As meninas me ajudaram em grupo, já que a diferença de peso entre nos era relevante, e eu me pus de pé. Michele correu em minha direção para ajudar-me também e eu lhe contei o acontecido. Ela não parecia acreditar no que ouvia e sem esforço, meu e das outras meninas, juntou-se a nós.
A porta então se abriu e ele entrou. Sapatos brancos, terno aberto de linho branco, camisa rosa suave e um chapéu levemente caído sobre o rosto. Todas ficaram tensas até que ele vestiu o sorriso. Foi como uma amnésia instantânea para tudo que tínhamos passado. Desde a humilhação até o encontro grupal, toda ira escorreu pela ponta do arco do sorriso dele. Ele chamou uma a uma de nós para fora da sala, alisou o corpo de todas, demorando as mãos em cada recanto, nos fazendo esticar e esticar a seu bel prazer, até que ficássemos presas por suas carícias. E assim, ficaram as revolucionárias deitadas lado a lado e presas pelo carinho das mãos dele. Acho que ele sabia da relação de parentesco entre eu e Michele, pois a colocou o mais longe possível de mim.
Depois de se aproveitar de cada uma de nós, ele nos levou de volta à brisa noturna e nos apresentou orgulhoso aos amigos na roda de samba. Então, recomeçaram as humilhações. Ele nos tocava ao mesmo tempo, empurrando duas ou três de nós para uma mesma casa e lá nos acariciava simultaneamente, depois nos tocava todas ao mesmo tempo, mas, o fazia com tal maestria que não nos exaltávamos mais e aproveitávamos à brincadeira. Chegou ainda a oferecer nossos serviços a diversos amigos. Não tínhamos pudor algum a essa altura. Minha mãe me avisara para tomar cuidado com malandros, eles são tão agradáveis que seus defeitos se tornam imperceptíveis. Ficávamos todas nas mãos dele e adorávamos isso. A princípio, unidas pela fascinação da presença dele, depois pelo ódio e agora pelo amor. Ele parecia saber até onde cada uma de nós ia e nos coordenava muito bem, tirando proveito de tudo e, por diversas vezes, deixando-se aparentar subjugado à nossa vontade.
Eu e minha irmã estamos bem. Inclusive, já estivemos juntas com ele várias noites e foi maravilhoso. Sabe como é não é? Vida de corda de violão é difícil.
"minha viola vai pra o fundo do baú.
Não haverá mais ilusão
Quero esquecer e ela não deixa
alguém que só me fez ingratidão"
Ps: Hauahuah Posso pedir um favor? Lê de novo para perceber o amor do rapaz por seu violão.
Ps: Nesse link estão algumas explicações para o texto. São basicamente sobre a estrutura do violão. Os trechos interessantes são as partes do violão e a afinação básica, que explica o caso das irmãs.
VARCELLY
terça-feira, 30 de junho de 2009
Parece
Não sei já aconteceu com vocês. Alguma vez algo que gostou muito, assim sem precedentes, chegou com outro nome? É parecido com uma troca de língua, sabe língua estrangeira? , pois é. Um dia, quando você era pequeno, ensinaram-lhe o gosto inigualável de um abraço e falaram “Olha, isso é um ABRAÇO. Bom, não?” Você saiu todo feliz pensando “É realmente fantástico”.
Noutro dia fora a outro país, pessoas diferentes, e enquanto andava calmamente pelas ruas sua amiga dissera “Could you give a hug?”. “Hug?”, você pensou confuso, não sabia ao certo o que era aquilo. Até ela demonstrar como era, a reflexão se sustentara. Então, veio outra dúvida “Isso não é um abraço? Nossa lembra muito. É tudo tão próximo”. “No way! It´s a hug!” ela completara.
Não sei se a profundidade do que quis dizer ficou palpável. Mas é como ter todas as ferramentas quase certas para algo. Você tem tudo para lembrar como cuidava do seu carro, mas essa máquina a sua frente, apesar de ser igual, não é a sua máquina. No entanto, ela permite todas as lembranças da sua.
Vamos ainda mais fundo. Um ente querido morreu. Certa vez andando pela rua tranquilamente você se depara com alguém que é a cara dela. Sabe? Um clone praticamente. Você sorri e diz “Pronto, sei exatamente o que fazer. Ela gostava dessas brincadeiras, desse tipo de abraço, desse meu sorriso.” E não adianta. Você vai lá e nada disso funcionará por não ser ela. Parece, mas não é.
É isso!
VARCELLY
ps: o clipe deu uma conotação totalmente diferente e mais bela ao texto. Até encontrá-lo ainda estava em dúvida se deveria postar ou não. Espero que esse nova interpretação também apareça pra vocês. Sim,leia primeiro e só depois veja o clipe.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Ultimato
"I need your arms around me,
I need to feel your touch
I need your understanding,
I need your love so much"...
Hoje vou dormir de óculos! É um ultimato! Não tem mais condição rapaz! Já encontrei a musa dos meus sonhos umas dez vezes e não consigo reconhecê-la na rua! Por que?!?! Porque eu a vi envolta por uma névoa embaçada! Tá tá, eu sou míope sim! Por que não me aproximei?!?! Eu o fiz! Entretanto, as lembranças dessa parte são as que aparentam me deixar mais cego! Explicando, seria assim; de longe existem algumas candidatas sim. Muitas se parecem com ela. Tranqüilo. Ela é elegante, charmosa e sempre está bem vestida. Depois disso se inicia a aproximação, surgem algumas diferenças irrelevantes, mais alguns passos e...
...perdi meus óculos! Alguém me ajuda?
"Never there
You're never there
You're never, ever, ever, ever there"
VARCELLY
I need to feel your touch
I need your understanding,
I need your love so much"...
Hoje vou dormir de óculos! É um ultimato! Não tem mais condição rapaz! Já encontrei a musa dos meus sonhos umas dez vezes e não consigo reconhecê-la na rua! Por que?!?! Porque eu a vi envolta por uma névoa embaçada! Tá tá, eu sou míope sim! Por que não me aproximei?!?! Eu o fiz! Entretanto, as lembranças dessa parte são as que aparentam me deixar mais cego! Explicando, seria assim; de longe existem algumas candidatas sim. Muitas se parecem com ela. Tranqüilo. Ela é elegante, charmosa e sempre está bem vestida. Depois disso se inicia a aproximação, surgem algumas diferenças irrelevantes, mais alguns passos e...
...perdi meus óculos! Alguém me ajuda?
"Never there
You're never there
You're never, ever, ever, ever there"
VARCELLY
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Mais um erro da previsão do tempo
Acordei
Conflituoso e ainda com calor
Acalmei os pensamentos com sabão
Cantarolando leves melodias que tocavam no rádio
Passei o dia organizando os arquivos de pensamentos
Verificando possibilidades,chances e opções
Ponderando as condições de terreno e clima
Por fim a noite parecia boa
Atrevidamente
Saquei do guarda-roupa meu terno de vidro
O coloquei cuidadosamente sobre a cama ainda no entardecer
Lustrei e separei meus sapatos
Tirei do baú o sorriso que tinha o seu nome
E dentre os melhores escolhi o perfeito pra você
Banhei-me com teu perfume
Enfim...saí
Cheguei
Nos encontramos logo no primeiro momento
Mostrei tudo o que tinha produzido
As relíquias que tinha garimpado
Dentre elas a pepita mais rara
Meu coração havia retornado
No entanto, você sumiu
E pouco tempo depois
Pressenti uma má vibração
Um vento frio oriundo das minhas costas me atingiu
Desconcertado-me,pois estava equilibrava em cima de fraca estrutura,
Apesar de esperançosa ,
Rodopiei
Meu terno foi o primeiro a bater no chão
Cacos de vidro e possíveis boas novas voaram a quilômetros
Desprevinido não tive oportunidade de por as mãos em proteção ao rosto
Beijei o chão frio
O meu seu sorriso foi desfeito
Varri-me para casa
VARCELLY
Conflituoso e ainda com calor
Acalmei os pensamentos com sabão
Cantarolando leves melodias que tocavam no rádio
Passei o dia organizando os arquivos de pensamentos
Verificando possibilidades,chances e opções
Ponderando as condições de terreno e clima
Por fim a noite parecia boa
Atrevidamente
Saquei do guarda-roupa meu terno de vidro
O coloquei cuidadosamente sobre a cama ainda no entardecer
Lustrei e separei meus sapatos
Tirei do baú o sorriso que tinha o seu nome
E dentre os melhores escolhi o perfeito pra você
Banhei-me com teu perfume
Enfim...saí
Cheguei
Nos encontramos logo no primeiro momento
Mostrei tudo o que tinha produzido
As relíquias que tinha garimpado
Dentre elas a pepita mais rara
Meu coração havia retornado
No entanto, você sumiu
E pouco tempo depois
Pressenti uma má vibração
Um vento frio oriundo das minhas costas me atingiu
Desconcertado-me,pois estava equilibrava em cima de fraca estrutura,
Apesar de esperançosa ,
Rodopiei
Meu terno foi o primeiro a bater no chão
Cacos de vidro e possíveis boas novas voaram a quilômetros
Desprevinido não tive oportunidade de por as mãos em proteção ao rosto
Beijei o chão frio
O meu seu sorriso foi desfeito
Varri-me para casa
VARCELLY
terça-feira, 21 de abril de 2009
Reforma
Reforma a começar
Um martelo desferi o golpe
Dum...
O reboco salta, fratura-se e cai
Tijolos prontificam-se à segunda investida
Dumm...
Dessa vez,
Quebra-se o eixo de sustentação
Desmoronam-se os demais constituintes
Chegam os novos e futuros condôminos
As casas se amontoam cercadas por cinzas ruas
O envoltório do prédio é branco e espesso
Inicialmente acoplado a extensa faixa de madeira
Ao fim de tudo...
Ainda é possível ver um defeito
A nova parede é detentora de uma fenda,
É como se a outra construção ainda estivesse espiritualmente ali,
Inofensiva e irrelevante para motivar nova demolição
Todavia, suficiente para deixar escapar claves
Harmonias, aromas doces...
E aquele pequeno ser se transfigura
Expandi-se, força, trinca a nova estrutura
Janela
O fluxo, já contínuo, luta para se perpetuar
Agora são visíveis campos, praias, paisagens, mar
Tric...Tra
Porta
Repentinamente chutamos o trinco
E numa arrancada saudosista
Adentramos o lugar
Não há nada depois da porta
São apenas sombrios cenários
Perdidos nos olhos de minha escuridão
VARCELLY
Um martelo desferi o golpe
Dum...
O reboco salta, fratura-se e cai
Tijolos prontificam-se à segunda investida
Dumm...
Dessa vez,
Quebra-se o eixo de sustentação
Desmoronam-se os demais constituintes
Chegam os novos e futuros condôminos
As casas se amontoam cercadas por cinzas ruas
O envoltório do prédio é branco e espesso
Inicialmente acoplado a extensa faixa de madeira
Ao fim de tudo...
Ainda é possível ver um defeito
A nova parede é detentora de uma fenda,
É como se a outra construção ainda estivesse espiritualmente ali,
Inofensiva e irrelevante para motivar nova demolição
Todavia, suficiente para deixar escapar claves
Harmonias, aromas doces...
E aquele pequeno ser se transfigura
Expandi-se, força, trinca a nova estrutura
Janela
O fluxo, já contínuo, luta para se perpetuar
Agora são visíveis campos, praias, paisagens, mar
Tric...Tra
Porta
Repentinamente chutamos o trinco
E numa arrancada saudosista
Adentramos o lugar
Não há nada depois da porta
São apenas sombrios cenários
Perdidos nos olhos de minha escuridão
VARCELLY
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sábado, 18 de abril de 2009
O amor das gotículas e das rosas
Rosa morena
pela vertigem escondida
vestida de pétalas
em meus amores
completamente despida
Ofuscando todo o universo do jardim
as suas delgadas camadas
confundiam-se com as linhas
complexas e poéticas do raciocínio meu
Condensei-me em extremidades tuas pela manhã
deixando suavizar o árduo ferir do dia
tendo aproveitado toda a noite fria a desabar
a qual se faz inóspita e austera terra quando fora de ti
Tão fusionados e compulsivos
ignoramos a sublimação furtiva do luar
Perdemos a luta
e não ofuscamos o astro rei com nossa duplicidade de plexo solar
A pétala ressecada
lança-me em teu entardecer
degenerando quando te vejo, triste a sofrer
Deus se vinga
elevando-me quando deveria cair
afasta abruptamente os amantes
numa repentina mudança de estado
Anseio novamente o amor
vulcânico do teu corpo
entornando-me em teu suave pranto
trazido por nosso adeus
VARCELLY
pela vertigem escondida
vestida de pétalas
em meus amores
completamente despida
Ofuscando todo o universo do jardim
as suas delgadas camadas
confundiam-se com as linhas
complexas e poéticas do raciocínio meu
Condensei-me em extremidades tuas pela manhã
deixando suavizar o árduo ferir do dia
tendo aproveitado toda a noite fria a desabar
a qual se faz inóspita e austera terra quando fora de ti
Tão fusionados e compulsivos
ignoramos a sublimação furtiva do luar
Perdemos a luta
e não ofuscamos o astro rei com nossa duplicidade de plexo solar
A pétala ressecada
lança-me em teu entardecer
degenerando quando te vejo, triste a sofrer
Deus se vinga
elevando-me quando deveria cair
afasta abruptamente os amantes
numa repentina mudança de estado
Anseio novamente o amor
vulcânico do teu corpo
entornando-me em teu suave pranto
trazido por nosso adeus
VARCELLY
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
O poema
É vivo
Todo ele tem uma história
Infelizmente, alguns morrem sem completá-la
Primeiramente, ele nasce como a chegada do auto-socorro
Dem, dem, dem
Numa conversa intermediada pela tinta
Tu contas ao teu interessado amigo
Todo um universo que te corrói
Almejando arrancar esse furor do peito
Em seguida, tem-se o tempo de amadurecimento
Um erro nesse instante pode ser fatal
É necessário aguardar a recíproca chegar
Enquanto isso, o pedido permanece em dormência
Aguardando as chuvas geradoras da primavera
Todo poema em seu âmago
Guarda um pedido
Pedido de saciar um desejo
Desejo de um abraço...de vingança
Ou do amor daquele asfixiante olhar
Hoje?!
É dia de luto
Um poema morreu
VARCELLY
Todo ele tem uma história
Infelizmente, alguns morrem sem completá-la
Primeiramente, ele nasce como a chegada do auto-socorro
Dem, dem, dem
Numa conversa intermediada pela tinta
Tu contas ao teu interessado amigo
Todo um universo que te corrói
Almejando arrancar esse furor do peito
Em seguida, tem-se o tempo de amadurecimento
Um erro nesse instante pode ser fatal
É necessário aguardar a recíproca chegar
Enquanto isso, o pedido permanece em dormência
Aguardando as chuvas geradoras da primavera
Todo poema em seu âmago
Guarda um pedido
Pedido de saciar um desejo
Desejo de um abraço...de vingança
Ou do amor daquele asfixiante olhar
Hoje?!
É dia de luto
Um poema morreu
VARCELLY
terça-feira, 14 de abril de 2009
Foi assim
...e assim foi!
Em um segundo partiste
Anos esfumaçaram-se,
com o vento foram fugindo de mim
O ar solenemente tornou-se rarefeito
Passei anos perdidos
ainda a te aguardar
Olhando perdidamente
minha vida se esvair
meu cenho a sulcar
Então,renasci!
Criei novas flores,
reorganizei o jardim
desisti de aguardar
por amores passadios como o teu
e de viver por ti
Fui a novos lugares,
mergulhei em novas paisagens,
envolvi-me nas miragens
Voltei a amar das profundezas de mim
Senti nessa vívida fração temporal
o chão sumir de minha vida
Cheguei a observar uma festa angelical,
alguns querubins perdidos nas províncias do céu
Vi novos ângulos e modificações
O ar das alturas não era mais hostil enfim
Era agora nada mais que um incentivo
a respirar
Pegar fôlego pra revirar e desandar
nesse novo universo nascente
onde os campos não tinham fim
onde meu sorriso exacerbado não ofuscava ninguém
Tua partida trouxe-me qualidades
Percebi as importantes brisas que deixei
passar quando junto a ti.
Vi que sozinho
não se pode ser quando se tem amigos-montes
que se escala ao viver
Aprendi a abrir novas frestas
sobre as máscaras escuras iguais a tua
que não serás a primeira nem última
que muitas vezes serei eu quem vai partir
VARCELLY
Em um segundo partiste
Anos esfumaçaram-se,
com o vento foram fugindo de mim
O ar solenemente tornou-se rarefeito
Passei anos perdidos
ainda a te aguardar
Olhando perdidamente
minha vida se esvair
meu cenho a sulcar
Então,renasci!
Criei novas flores,
reorganizei o jardim
desisti de aguardar
por amores passadios como o teu
e de viver por ti
Fui a novos lugares,
mergulhei em novas paisagens,
envolvi-me nas miragens
Voltei a amar das profundezas de mim
Senti nessa vívida fração temporal
o chão sumir de minha vida
Cheguei a observar uma festa angelical,
alguns querubins perdidos nas províncias do céu
Vi novos ângulos e modificações
O ar das alturas não era mais hostil enfim
Era agora nada mais que um incentivo
a respirar
Pegar fôlego pra revirar e desandar
nesse novo universo nascente
onde os campos não tinham fim
onde meu sorriso exacerbado não ofuscava ninguém
Tua partida trouxe-me qualidades
Percebi as importantes brisas que deixei
passar quando junto a ti.
Vi que sozinho
não se pode ser quando se tem amigos-montes
que se escala ao viver
Aprendi a abrir novas frestas
sobre as máscaras escuras iguais a tua
que não serás a primeira nem última
que muitas vezes serei eu quem vai partir
VARCELLY
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