Sinto-me estranho
Acho que isso é o que muitos chamaram de vazio
E, por diversas vezes, alertaram-me
No entanto, não acho que seja vazio
É como se surgisse uma vontade de ter algo mais que desejo
Não necessariamente partir direto,
Saindo do zero para a paixão idiota
Na verdade é sentir algo diferente pulsar
Não desejo uma Ferrari para cruzar o mundo
Apenas ter o dinheiro para comprar o carro e cruzar o mundo
Se assim desejar
Entende?
É a existência ao menos de uma possibilidade
Não tenho possibilidades
Minha conta bancária está negativa
Estou devendo a torto e a direita
E se engana quem pensa que seja a terceiros
Sem créditos
Nada mais sou do que um extremo
Outras pessoas aproximam-se pelo desafio,
Crentes de serem a alavanca perfeita,
A fonte geradora da mudança,
Ou pela tentativa de ganhar algum crédito
Não existe meio termo
Entregam-se ou passam a odiar o objetivo não alcançado
Amizades novas são bem complicadas de conseguir
Pois há essa imagem inóspita
Mas deve haver ainda um garoto ai dentro,
Esperando momento certo para reverter tal situação.
ps--> Calma, calma! Sem teorias.Só um texto feito pra música!kkkkkkkkkkk
VARCELLY
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Reciprocidade
“Reciprocidade qualidade de recíproco.”
“Recíproco que implica troca, mútuo”
Houaiss
Quem um dia por em prática idéia tão hipotética
Merecerá de fato um prêmio
Pois, entende-la é fácil
Todos nos entendemos
O que seria uma troca recíproca?
Quantos beijos não apaixonados pagam um apaixonado?
Quantos abraços falsos equivalem a um verdadeiro?
Isso é de extrema relevância!
Uma vez que ao recebermos algo,
Mesmo inesperadamente,
Fornecemos algo em troca
Independente de nossa vontade
Independente sim!
Sendo até mesmo aquele sorriso de deboche
Uma devolução
Não recíproca, no entanto.
Reciprocidade
O tanto que venho tentando
Colocá-la em prática
Não vale nem para o R.
PS-> velha tempo, velha história...hoje temos RE.
Não é o maior avanço do mundo,mas é de uma significância
inestimável.
"Sentindo a sensação da sua alma sendo purificada por inteira"
Com certeza - Planta i Raiz
Liberta-nos!
VARCELLY
“Recíproco que implica troca, mútuo”
Houaiss
Quem um dia por em prática idéia tão hipotética
Merecerá de fato um prêmio
Pois, entende-la é fácil
Todos nos entendemos
O que seria uma troca recíproca?
Quantos beijos não apaixonados pagam um apaixonado?
Quantos abraços falsos equivalem a um verdadeiro?
Isso é de extrema relevância!
Uma vez que ao recebermos algo,
Mesmo inesperadamente,
Fornecemos algo em troca
Independente de nossa vontade
Independente sim!
Sendo até mesmo aquele sorriso de deboche
Uma devolução
Não recíproca, no entanto.
Reciprocidade
O tanto que venho tentando
Colocá-la em prática
Não vale nem para o R.
PS-> velha tempo, velha história...hoje temos RE.
Não é o maior avanço do mundo,mas é de uma significância
inestimável.
"Sentindo a sensação da sua alma sendo purificada por inteira"
Com certeza - Planta i Raiz
Liberta-nos!
VARCELLY
domingo, 25 de outubro de 2009
Poço de segredos
"Escondo-me em qualquer lugar dentro das infinitas possibilidades das palavras,
em seus altares devassos, em seus inferninhos divinos, onde o ponteiro do relógio
move-se na direção dos meus pensamentos" Cláudia Magalhães - Espetáculo Entre Nós
Sou um poço de segredos
Muitos me contam os seus
Mas são poucos os que me lembro
Parece parte da memória seletiva que tenho
Responsável por só trazê-los em momento oportuno
Assim, não ficam ecoando em minha mente à toa
Meus segredos não são muitos
Mas minhas histórias públicas menos ainda
Os conto às paredes
Ou os escondo em algum texto
E no final das contas todos sabem e não sabem
A mistura de realidade distorcida com ficção
Gera a incerteza sobre a veracidade dos fatos
E a cada personagem busca-se uma nova pessoa real
- Esses traços são de fulana, não são?
- Mas ele a conhece?
- Sei lá, pelo visto sim.
- Ou será que é cicrana?
- Parece também, né?
- Mas é mais a personalidade.
O verdadeiro poeta fingi fingir o que senti
O verdadeiro poeta fingi o que senti
O verdadeiro poeta fingi
O verdadeiro poeta senti
O verdadeiro poeta o
O verda...
O verda...
O verda...
O veda!
O texto o liberta!
VARCELLY
em seus altares devassos, em seus inferninhos divinos, onde o ponteiro do relógio
move-se na direção dos meus pensamentos" Cláudia Magalhães - Espetáculo Entre Nós
Sou um poço de segredos
Muitos me contam os seus
Mas são poucos os que me lembro
Parece parte da memória seletiva que tenho
Responsável por só trazê-los em momento oportuno
Assim, não ficam ecoando em minha mente à toa
Meus segredos não são muitos
Mas minhas histórias públicas menos ainda
Os conto às paredes
Ou os escondo em algum texto
E no final das contas todos sabem e não sabem
A mistura de realidade distorcida com ficção
Gera a incerteza sobre a veracidade dos fatos
E a cada personagem busca-se uma nova pessoa real
- Esses traços são de fulana, não são?
- Mas ele a conhece?
- Sei lá, pelo visto sim.
- Ou será que é cicrana?
- Parece também, né?
- Mas é mais a personalidade.
O verdadeiro poeta fingi fingir o que senti
O verdadeiro poeta fingi o que senti
O verdadeiro poeta fingi
O verdadeiro poeta senti
O verdadeiro poeta o
O verda...
O verda...
O verda...
O veda!
O texto o liberta!
VARCELLY
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Doroti
É tão bela
Vive a contemplação da vida
Porém, mais encontrada do que eu
É como se ela tivesse leme
E eu nem ao menos quilhas
Descobri a pouco, que navego no encontro das águas dulcícolas com o mar
Onde os fluxos são diversos.
Na tentativa de segui-los ao mesmo tempo
Fujo para a inércia de meu antigo cômodo
Onde percorri tantas vezes os caminhos superficialmente
Que me sinto prepotente, cansado e tranqüilo
Por fim,
Como o peixe num rio seco
Estou fadado à lama
A Doroti, Doroti
Quando aprenderei a ser como você
VARCELLY
Vive a contemplação da vida
Porém, mais encontrada do que eu
É como se ela tivesse leme
E eu nem ao menos quilhas
Descobri a pouco, que navego no encontro das águas dulcícolas com o mar
Onde os fluxos são diversos.
Na tentativa de segui-los ao mesmo tempo
Fujo para a inércia de meu antigo cômodo
Onde percorri tantas vezes os caminhos superficialmente
Que me sinto prepotente, cansado e tranqüilo
Por fim,
Como o peixe num rio seco
Estou fadado à lama
A Doroti, Doroti
Quando aprenderei a ser como você
VARCELLY
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Beijo de saudade
O ar trás consigo
o aroma holístico do corpo teu
Vejo, ao longe, tua sombra
Delirante, ergo-me nas paredes
Nossos mundos se chocam
Induzida pela demora do evento,
a seca tomara meu olhar
e uma lagrima indecisa,
entre a necessidade e a alegria,
deixou-se correr
Estás esguia,
sustentada por finos traços de meus desejos
As curvas delineadas por
algodões e fibras impiedosos,
que ignoram toda a minha inveja
em te cobrir tão proximamente
O teu tronco alisado por leves linhas,
que me permitem ser tua pele
em momentos de vento austero
Tua boca, maior enfoque de meus anseios,
contorcera um sorriso de efeito arrebatador em meu peito
Toque pele choque febre
Hesitação tremor vento laço
Peso força angustia cabelo
Quatro três dois
colapso
Fôôôôôôôôôôôlego
VARCELLY
PS: Gostaria de convidar a todos pra se possível irem prestigiar o grupo de dança de rua BR, do qual faço parte, no evento Charivari esse sábado,início às 18e30. Ainda não sabemos de que horas vamos nos apresentar,mas vão ter outras coisas muito legais por lá,então cheguem cedo e aproveitem e nos vejam com certeza. Ele será realizado no Museu Câmara Cascudo. Qualquer informação olhar google.kkkkkkkkkkkk Abraço
o aroma holístico do corpo teu
Vejo, ao longe, tua sombra
Delirante, ergo-me nas paredes
Nossos mundos se chocam
Induzida pela demora do evento,
a seca tomara meu olhar
e uma lagrima indecisa,
entre a necessidade e a alegria,
deixou-se correr
Estás esguia,
sustentada por finos traços de meus desejos
As curvas delineadas por
algodões e fibras impiedosos,
que ignoram toda a minha inveja
em te cobrir tão proximamente
O teu tronco alisado por leves linhas,
que me permitem ser tua pele
em momentos de vento austero
Tua boca, maior enfoque de meus anseios,
contorcera um sorriso de efeito arrebatador em meu peito
Toque pele choque febre
Hesitação tremor vento laço
Peso força angustia cabelo
Quatro três dois
colapso
Fôôôôôôôôôôôlego
VARCELLY
PS: Gostaria de convidar a todos pra se possível irem prestigiar o grupo de dança de rua BR, do qual faço parte, no evento Charivari esse sábado,início às 18e30. Ainda não sabemos de que horas vamos nos apresentar,mas vão ter outras coisas muito legais por lá,então cheguem cedo e aproveitem e nos vejam com certeza. Ele será realizado no Museu Câmara Cascudo. Qualquer informação olhar google.kkkkkkkkkkkk Abraço
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Livro I - Superfície (2009),
poema
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Charme
Charme é uma boa palavra para defini-la
Desconheço ao certo por qual razão o seu sorriso
em sociedade com o seu olhar me petrificam
Faz tempo que não vejo alguém com essa combinação
tão admirada por mim há tempos atrás.
Nossas peles parecem déjàvus
Desde a primeira vez que nos tocamos,
minhas mãos apenas em seus ombros,
senti como se a tivesse tocado por inteira
O que falar do seu pescoço então...
O admiro no comprimento
na cor
na tensão da pele
no cheiro que mal tive oportunidade de sentir
em como acomoda meu beijo,
mesmo tendo sido poucos e muito mal dados
Até o seu NÃO é agradável
incentivador
Diz ser minha a cara de sem-vergonha,
mas na verdade é dela e
adoro isso.
Como ela parece premeditar cada passo meu
Como eu pareço tentar adivinhar o limite entre a ousadia e a libertinagem
Como olhares comuns tornaram-se cúmplices
e abraços de cumprimento gritos por uma entrega...
Quem sabe no próximo texto...eu deixe de ser um vício a mais.
VARCELLY
Desconheço ao certo por qual razão o seu sorriso
em sociedade com o seu olhar me petrificam
Faz tempo que não vejo alguém com essa combinação
tão admirada por mim há tempos atrás.
Nossas peles parecem déjàvus
Desde a primeira vez que nos tocamos,
minhas mãos apenas em seus ombros,
senti como se a tivesse tocado por inteira
O que falar do seu pescoço então...
O admiro no comprimento
na cor
na tensão da pele
no cheiro que mal tive oportunidade de sentir
em como acomoda meu beijo,
mesmo tendo sido poucos e muito mal dados
Até o seu NÃO é agradável
incentivador
Diz ser minha a cara de sem-vergonha,
mas na verdade é dela e
adoro isso.
Como ela parece premeditar cada passo meu
Como eu pareço tentar adivinhar o limite entre a ousadia e a libertinagem
Como olhares comuns tornaram-se cúmplices
e abraços de cumprimento gritos por uma entrega...
Quem sabe no próximo texto...eu deixe de ser um vício a mais.
VARCELLY
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Eclipse
Eu,
sem você, não seria nada além de mim!
Afinal, somos dois.
Não nascemos fusionados.
Prótons e nêutrons de hélio sim.
Entretanto,
Tivemos nossa chance de brilhar
e como a gigantesca usina no céu
nos deixamos eclipsar
A princípio, areolar
em seguida,
total.
Eu sem
Você pode ser tudo
Inclusive o nada
VARCELLY
sem você, não seria nada além de mim!
Afinal, somos dois.
Não nascemos fusionados.
Prótons e nêutrons de hélio sim.
Entretanto,
Tivemos nossa chance de brilhar
e como a gigantesca usina no céu
nos deixamos eclipsar
A princípio, areolar
em seguida,
total.
Eu sem
Você pode ser tudo
Inclusive o nada
VARCELLY
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Travessia II
Um dia organizei tudo o que era seu
Tudo aquilo que me trazia memórias suas
e ainda se encontrava em minha casa
Fotos, cartas, roupas, ursos de pelúcia...
Coloquei numa caixa e bati na sua porta
Deixando a caixa próxima à porta,
saí antes que chegasse
Voltei pra casa,
mas, meu quarto ainda era o mesmo
Depois de tirar tudo que fazia alusão a você
Percebi que você ainda estava ali
Encostada no único objeto refletido no espelho
Eu
Percebi então,
que você nunca deixaria de fazer parte de mim
perto ou distante
Coloquei-me no colo e adormeci
"Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate...
e na parede do meu quarto ainda está o seu retrato...
pensei até em me mudar"
VARCELLY
Tudo aquilo que me trazia memórias suas
e ainda se encontrava em minha casa
Fotos, cartas, roupas, ursos de pelúcia...
Coloquei numa caixa e bati na sua porta
Deixando a caixa próxima à porta,
saí antes que chegasse
Voltei pra casa,
mas, meu quarto ainda era o mesmo
Depois de tirar tudo que fazia alusão a você
Percebi que você ainda estava ali
Encostada no único objeto refletido no espelho
Eu
Percebi então,
que você nunca deixaria de fazer parte de mim
perto ou distante
Coloquei-me no colo e adormeci
"Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate...
e na parede do meu quarto ainda está o seu retrato...
pensei até em me mudar"
VARCELLY
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Larga rede dos desejos
Grande e larga para casais
Suspensa
A rede suporta meus sonhos
Queria tua presença ampliando as curvas dessa,
teu cheiro suspendendo meu respirar,
que estivesses ao alcance dos meus olhos e dedos
pra que no tão sonhado beijo pudesses me ressuscitar
O último encontro se foi
deixando muito mais do que saudades
O lençol ainda está quente
O teu cheiro aflora dele,
assim como, de todos os recantos da casa
Ainda estou deitado da maneira que me deixou
Não cogitei banhar-me
Nunca me perdoaria se perdesse
todos os beijos escritos em meu corpo
O sol do meio dia chegou
Sinto não ter desperdiçado nenhum segundo
mantendo-me ainda deitado
Devo sentir cada momento
Não sei se haverá uma próxima vez
Adormeço
Tu chegas suave,
flutuando em minha direção
Acaricias meu rosto,
passas a mão em meus cabelos,
inundas novamente o cômodo
Levantas o lençol
Curvas a rede
Estamos juntos de novo.
" E eu que era triste
Descrente desse mundo
Ao encontar você
Eu conheci o que é felicidade
Meu amor"
VARCELLY
Suspensa
A rede suporta meus sonhos
Queria tua presença ampliando as curvas dessa,
teu cheiro suspendendo meu respirar,
que estivesses ao alcance dos meus olhos e dedos
pra que no tão sonhado beijo pudesses me ressuscitar
O último encontro se foi
deixando muito mais do que saudades
O lençol ainda está quente
O teu cheiro aflora dele,
assim como, de todos os recantos da casa
Ainda estou deitado da maneira que me deixou
Não cogitei banhar-me
Nunca me perdoaria se perdesse
todos os beijos escritos em meu corpo
O sol do meio dia chegou
Sinto não ter desperdiçado nenhum segundo
mantendo-me ainda deitado
Devo sentir cada momento
Não sei se haverá uma próxima vez
Adormeço
Tu chegas suave,
flutuando em minha direção
Acaricias meu rosto,
passas a mão em meus cabelos,
inundas novamente o cômodo
Levantas o lençol
Curvas a rede
Estamos juntos de novo.
" E eu que era triste
Descrente desse mundo
Ao encontar você
Eu conheci o que é felicidade
Meu amor"
VARCELLY
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poema
terça-feira, 9 de junho de 2009
Fome
A luta contra a fome
Quando bem armado
É silenciosa
Disparamos grãos
Vegetais, frutos, ptialina
E a destroçamos em meio
A lambança do saciamento dos desejos
Quando isentos de defesa...
Magoa platonicamente
Ampliando os segundos
De expectativa por armas
Faz sangrar as entranhas
Distorce a face
Queima e nos corrói em toda parte
És o buffet atrás da vitrine...
E eu o pedinte na rua
VARCELLY
Quando bem armado
É silenciosa
Disparamos grãos
Vegetais, frutos, ptialina
E a destroçamos em meio
A lambança do saciamento dos desejos
Quando isentos de defesa...
Magoa platonicamente
Ampliando os segundos
De expectativa por armas
Faz sangrar as entranhas
Distorce a face
Queima e nos corrói em toda parte
És o buffet atrás da vitrine...
E eu o pedinte na rua
VARCELLY
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reflexões de canto de parede
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Escarnando sonhos
Como deve ser o desmoronar de um sonho?
Ele pode cair compacto?
Algo próximo a uma estrela de nêutrons.
Ou ir se esfarelando lacerantemente como as esculturas de Alejadinho sob chuva ácida
Como deve ser ter a pessoa da sua vida e vê-la sucumbir em seus braços?
Seria como um infarto prolongado do miocárdio? talvez pelo resto da vida.
Quem sabe a implosão de todo um arquétipo de mundo, previamente romanceado.
E o desespero de respirar água, quando se deseja o ar?
E o desarranjo de viver? de chegar ao Ateneu?de dar adeus?
São tantos os males dessa vida.
É bom ainda ter você aqui...
Um dia, talvez, eu tenha que ir,
ou quem sabe, apenas retornar a outros que abandonei
e encontrar outro mundo que também virá a explodir.
VARCELLY
Ele pode cair compacto?
Algo próximo a uma estrela de nêutrons.
Ou ir se esfarelando lacerantemente como as esculturas de Alejadinho sob chuva ácida
Como deve ser ter a pessoa da sua vida e vê-la sucumbir em seus braços?
Seria como um infarto prolongado do miocárdio? talvez pelo resto da vida.
Quem sabe a implosão de todo um arquétipo de mundo, previamente romanceado.
E o desespero de respirar água, quando se deseja o ar?
E o desarranjo de viver? de chegar ao Ateneu?de dar adeus?
São tantos os males dessa vida.
É bom ainda ter você aqui...
Um dia, talvez, eu tenha que ir,
ou quem sabe, apenas retornar a outros que abandonei
e encontrar outro mundo que também virá a explodir.
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poema,
reflexões de canto de parede
quinta-feira, 30 de abril de 2009
A verdadeira poesia
A verdadeira poesia
Não está nos calhamaços de folhas escritas
Nem num mundo complexo de palavras emaranhadas
A verdadeira poesia
É feita de atos
Sendo assim,
És poeta
Me deixa ser tua poesia...
VARCELLY
Não está nos calhamaços de folhas escritas
Nem num mundo complexo de palavras emaranhadas
A verdadeira poesia
É feita de atos
Sendo assim,
És poeta
Me deixa ser tua poesia...
VARCELLY
terça-feira, 28 de abril de 2009
Samba
Quando canto samba
a alegria me escorre pelo sorriso
o amor me adentra a alma
o corpo passa a vibrar com a batucada
E se canto a tristeza
tristeza da cuíca que sangra ao chorar
choro com um sorriso de quem sabe
que a dor faz parte do amor
Tortura que se ameniza e se extingue
se no verso seguinte
outro sorriso me consome mais que a dor
VARCELLY
a alegria me escorre pelo sorriso
o amor me adentra a alma
o corpo passa a vibrar com a batucada
E se canto a tristeza
tristeza da cuíca que sangra ao chorar
choro com um sorriso de quem sabe
que a dor faz parte do amor
Tortura que se ameniza e se extingue
se no verso seguinte
outro sorriso me consome mais que a dor
VARCELLY
terça-feira, 21 de abril de 2009
Reforma
Reforma a começar
Um martelo desferi o golpe
Dum...
O reboco salta, fratura-se e cai
Tijolos prontificam-se à segunda investida
Dumm...
Dessa vez,
Quebra-se o eixo de sustentação
Desmoronam-se os demais constituintes
Chegam os novos e futuros condôminos
As casas se amontoam cercadas por cinzas ruas
O envoltório do prédio é branco e espesso
Inicialmente acoplado a extensa faixa de madeira
Ao fim de tudo...
Ainda é possível ver um defeito
A nova parede é detentora de uma fenda,
É como se a outra construção ainda estivesse espiritualmente ali,
Inofensiva e irrelevante para motivar nova demolição
Todavia, suficiente para deixar escapar claves
Harmonias, aromas doces...
E aquele pequeno ser se transfigura
Expandi-se, força, trinca a nova estrutura
Janela
O fluxo, já contínuo, luta para se perpetuar
Agora são visíveis campos, praias, paisagens, mar
Tric...Tra
Porta
Repentinamente chutamos o trinco
E numa arrancada saudosista
Adentramos o lugar
Não há nada depois da porta
São apenas sombrios cenários
Perdidos nos olhos de minha escuridão
VARCELLY
Um martelo desferi o golpe
Dum...
O reboco salta, fratura-se e cai
Tijolos prontificam-se à segunda investida
Dumm...
Dessa vez,
Quebra-se o eixo de sustentação
Desmoronam-se os demais constituintes
Chegam os novos e futuros condôminos
As casas se amontoam cercadas por cinzas ruas
O envoltório do prédio é branco e espesso
Inicialmente acoplado a extensa faixa de madeira
Ao fim de tudo...
Ainda é possível ver um defeito
A nova parede é detentora de uma fenda,
É como se a outra construção ainda estivesse espiritualmente ali,
Inofensiva e irrelevante para motivar nova demolição
Todavia, suficiente para deixar escapar claves
Harmonias, aromas doces...
E aquele pequeno ser se transfigura
Expandi-se, força, trinca a nova estrutura
Janela
O fluxo, já contínuo, luta para se perpetuar
Agora são visíveis campos, praias, paisagens, mar
Tric...Tra
Porta
Repentinamente chutamos o trinco
E numa arrancada saudosista
Adentramos o lugar
Não há nada depois da porta
São apenas sombrios cenários
Perdidos nos olhos de minha escuridão
VARCELLY
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sábado, 18 de abril de 2009
O amor das gotículas e das rosas
Rosa morena
pela vertigem escondida
vestida de pétalas
em meus amores
completamente despida
Ofuscando todo o universo do jardim
as suas delgadas camadas
confundiam-se com as linhas
complexas e poéticas do raciocínio meu
Condensei-me em extremidades tuas pela manhã
deixando suavizar o árduo ferir do dia
tendo aproveitado toda a noite fria a desabar
a qual se faz inóspita e austera terra quando fora de ti
Tão fusionados e compulsivos
ignoramos a sublimação furtiva do luar
Perdemos a luta
e não ofuscamos o astro rei com nossa duplicidade de plexo solar
A pétala ressecada
lança-me em teu entardecer
degenerando quando te vejo, triste a sofrer
Deus se vinga
elevando-me quando deveria cair
afasta abruptamente os amantes
numa repentina mudança de estado
Anseio novamente o amor
vulcânico do teu corpo
entornando-me em teu suave pranto
trazido por nosso adeus
VARCELLY
pela vertigem escondida
vestida de pétalas
em meus amores
completamente despida
Ofuscando todo o universo do jardim
as suas delgadas camadas
confundiam-se com as linhas
complexas e poéticas do raciocínio meu
Condensei-me em extremidades tuas pela manhã
deixando suavizar o árduo ferir do dia
tendo aproveitado toda a noite fria a desabar
a qual se faz inóspita e austera terra quando fora de ti
Tão fusionados e compulsivos
ignoramos a sublimação furtiva do luar
Perdemos a luta
e não ofuscamos o astro rei com nossa duplicidade de plexo solar
A pétala ressecada
lança-me em teu entardecer
degenerando quando te vejo, triste a sofrer
Deus se vinga
elevando-me quando deveria cair
afasta abruptamente os amantes
numa repentina mudança de estado
Anseio novamente o amor
vulcânico do teu corpo
entornando-me em teu suave pranto
trazido por nosso adeus
VARCELLY
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
O poema
É vivo
Todo ele tem uma história
Infelizmente, alguns morrem sem completá-la
Primeiramente, ele nasce como a chegada do auto-socorro
Dem, dem, dem
Numa conversa intermediada pela tinta
Tu contas ao teu interessado amigo
Todo um universo que te corrói
Almejando arrancar esse furor do peito
Em seguida, tem-se o tempo de amadurecimento
Um erro nesse instante pode ser fatal
É necessário aguardar a recíproca chegar
Enquanto isso, o pedido permanece em dormência
Aguardando as chuvas geradoras da primavera
Todo poema em seu âmago
Guarda um pedido
Pedido de saciar um desejo
Desejo de um abraço...de vingança
Ou do amor daquele asfixiante olhar
Hoje?!
É dia de luto
Um poema morreu
VARCELLY
Todo ele tem uma história
Infelizmente, alguns morrem sem completá-la
Primeiramente, ele nasce como a chegada do auto-socorro
Dem, dem, dem
Numa conversa intermediada pela tinta
Tu contas ao teu interessado amigo
Todo um universo que te corrói
Almejando arrancar esse furor do peito
Em seguida, tem-se o tempo de amadurecimento
Um erro nesse instante pode ser fatal
É necessário aguardar a recíproca chegar
Enquanto isso, o pedido permanece em dormência
Aguardando as chuvas geradoras da primavera
Todo poema em seu âmago
Guarda um pedido
Pedido de saciar um desejo
Desejo de um abraço...de vingança
Ou do amor daquele asfixiante olhar
Hoje?!
É dia de luto
Um poema morreu
VARCELLY
terça-feira, 14 de abril de 2009
Foi assim
...e assim foi!
Em um segundo partiste
Anos esfumaçaram-se,
com o vento foram fugindo de mim
O ar solenemente tornou-se rarefeito
Passei anos perdidos
ainda a te aguardar
Olhando perdidamente
minha vida se esvair
meu cenho a sulcar
Então,renasci!
Criei novas flores,
reorganizei o jardim
desisti de aguardar
por amores passadios como o teu
e de viver por ti
Fui a novos lugares,
mergulhei em novas paisagens,
envolvi-me nas miragens
Voltei a amar das profundezas de mim
Senti nessa vívida fração temporal
o chão sumir de minha vida
Cheguei a observar uma festa angelical,
alguns querubins perdidos nas províncias do céu
Vi novos ângulos e modificações
O ar das alturas não era mais hostil enfim
Era agora nada mais que um incentivo
a respirar
Pegar fôlego pra revirar e desandar
nesse novo universo nascente
onde os campos não tinham fim
onde meu sorriso exacerbado não ofuscava ninguém
Tua partida trouxe-me qualidades
Percebi as importantes brisas que deixei
passar quando junto a ti.
Vi que sozinho
não se pode ser quando se tem amigos-montes
que se escala ao viver
Aprendi a abrir novas frestas
sobre as máscaras escuras iguais a tua
que não serás a primeira nem última
que muitas vezes serei eu quem vai partir
VARCELLY
Em um segundo partiste
Anos esfumaçaram-se,
com o vento foram fugindo de mim
O ar solenemente tornou-se rarefeito
Passei anos perdidos
ainda a te aguardar
Olhando perdidamente
minha vida se esvair
meu cenho a sulcar
Então,renasci!
Criei novas flores,
reorganizei o jardim
desisti de aguardar
por amores passadios como o teu
e de viver por ti
Fui a novos lugares,
mergulhei em novas paisagens,
envolvi-me nas miragens
Voltei a amar das profundezas de mim
Senti nessa vívida fração temporal
o chão sumir de minha vida
Cheguei a observar uma festa angelical,
alguns querubins perdidos nas províncias do céu
Vi novos ângulos e modificações
O ar das alturas não era mais hostil enfim
Era agora nada mais que um incentivo
a respirar
Pegar fôlego pra revirar e desandar
nesse novo universo nascente
onde os campos não tinham fim
onde meu sorriso exacerbado não ofuscava ninguém
Tua partida trouxe-me qualidades
Percebi as importantes brisas que deixei
passar quando junto a ti.
Vi que sozinho
não se pode ser quando se tem amigos-montes
que se escala ao viver
Aprendi a abrir novas frestas
sobre as máscaras escuras iguais a tua
que não serás a primeira nem última
que muitas vezes serei eu quem vai partir
VARCELLY
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